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Jaime Gonçalves Filho, JB Online RIO - O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, realizou coletiva no início da noite deste domingo para informar que alguns dos responsáveis pela tortura à equipe do jornal 'O Dia' na favela do Batan, em Realengo, na Zona Oeste, já foram identificados. Segundo o secretário, parte dos torturadores é de policiais civis e militares, mas que maiores informações não seriam passadas para garantir o êxito do trabalho. -Posso dizer que, da parte da Secretaria de Segurança e do governo do Estado, nós não admitiremos este tipo de atitude. Sem dúvida nenhuma isso é um absurdo. Nós precisamos do trabalho da imprensa. Ele pode e deve continuar atuando livremente. O secretário afirmou que a Secretaria de Segurança já tem uma quantidade importante de investigações sobre a atuação da milícia no Estado e citou como exemplo um trabalho de oito meses, que desbaratou o maior grupo de milícias da Zona Oeste. - O miliciano age como o pior tipo de criminoso. Age sob o poder do Estado, com a carteira do Estado, com a farda de policial, com o nome da instituição, com salário pago por essa mesma instituição - afirmou. - Nós pegamos esse crime (das milícias) como uma bandeira e acho que o resultado pode ser notado como os casos da Kelson's e da Carobinha, entre outros. Beltrame disse ainda que as maiores dificuldades nas investigações sobre a milícias é reunir provas do crime. - É fácil identificar, mas difícil provar. Não é como fazer um flagrante. Temos que formar provas, temos que comprovar a atuação criminosa. Não se pode mais trabalhar com a visão da prisão. Nós temos que condenar essas pessoas e isso nós só conseguimos com a reunião criteriosa de provas. O secretário ressaltou que a equipe responsável pela matéria e vítima de tortura na favela do Batan ainda corre um risco potencial, porém admitiu entender que o pior já passou. O CASO No último dia 14, uma equipe de reportagem do jornal 'O Dia', que fazia matéria para relatar como vivem os moradores em um local dominado pela milícia, que controla a venda de gás de cozinha, sinal pirata de TV a cabo, além de segurança forçada, foram presos em um barraco utilizado pelos policiais e torturados durante mais de sete horas. Jornalista, fotógrafo e motorista foram submetidos à sessões de choque, roleta russa, além de socos, pontapés e tortura psicológica. Segundo reportagem publicada pelo jornal, os torturadores não fizeram questão de esconder que eram policiais, utilizando, inclusive, veículo oficial. Após a barbárie, a equipe foi libertada sob a condição de não prestar queixa. Os repórteres ainda foram roubados, além de ter o e-mail verificado pelos policiais. »Policiais torturam equipe de reportagem do jornal 'O Dia' »'Milícias têm raízes profundas no Rio', diz Beltrame »PM ocupa favela Batan onde repórteres foram torturados
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