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Débora Motta, JB Online RIO - Em seminário realizado nesta quinta-feira em Ipanema, no Rio, para apresentar o modelo de trem-bala do Japão para o Governo e empresariado cariocas, o secretário de Transportes, Julio Lopes, perguntou aos empresários japoneses se seria possível construir o trem de alta velocidade, para interligar o eixo Rio-São Paulo, antes da Copa. - Essa é uma pergunta bastante sensível. Depende de fatores como a desapropriação de imóveis para a construção do trem-bala, de licenciamento ambiental e do tempo de negociação do contrato. Entretanto, a construção do trecho Tóquio-Osaka do trem de alta velocidade no Japão levou cinco anos – disse Masao Susuki, vice-presidente da empresa de consultoria Mitsui Brasileira. Suzuki acredita que o projeto deve ser construído em parceria público-privada. - Um projeto desse porte tem que ter o apoio do Governo também. Não é viável apenas para a iniciativa privada, seria até irresponsável. A desapropriação, por exemplo, é uma tarefa do Governo – ressaltou o executivo. – O BNDES está elaborando o traçado do trem e das estações e vai nos falar que tipo de apoio o Governo pode nos oferecer. Só depois vamos nos planejar em termos de valores. Mas a obra deve ultrapassar US$ 11 bilhões. Para o secretário de Transportes, caso o Brasil seja sede da Copa de 2014, os incentivos para a construção do trem-bala serão mais rápidos. - Se nós sediarmos a próxima Copa, o impulso de colaboração com o projeto será mais fácil – ponderou Lopes. – Porém, o trem-bala virá cedo ou tarde porque a sociedade tem necessidade dessa mobilidade. Ainda não há prazo para o licenciamento das obras. Segundo Lopes, ele esbarra na "engenharia política" do país. - O licenciamento depende de propostas e do estabelecimento de critérios pelo Governo Federal. Envolve um comum acordo entre os Governos de São Paulo e Rio de Janeiro, além do Governo Federal – disse o secretário. Além da Mitsui Brasileira, participaram do encontro as principais fabricantes de material ferroviário do Japão, entre elas Kawasaki, Toshiba e Mitsubishi. Seminário discute implantação do trem-bala no Brasil
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