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SÃO PAULO, 13 de maio de 2008 - O rendimento real dos trabalhadores das Micro e Pequenas Empresas (MPEs) cresceu no primeiro trimestre deste ano, registrando aumento de 2,7% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que o comércio puxou a tendência, com aumento de 3,8%, seguido do setor de serviços (+2,9). Já os empregados da indústria tiveram queda em seu rendimento de 1,1%. É o que indica a pesquisa Indicadores do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP) de março de 2008, estudo realizado mensalmente pela entidade, em conjunto com a Fundação Seade, junto a 2,7 mil micro e pequenas empresas da indústria, comércio e serviços. Mas se o salário cresceu, o mesmo não se pode dizer do número de postos de trabalho. A pesquisa mostrou que a média de pessoas ocupadas nas micro e pequenas empresas apresentou retração de 2,1% no trimestre, quando comparado ao mesmo período de 2007. Nos três primeiros meses de 2007, haviam 4,3 pessoas por empresa, em média. No primeiro trimestre de 2008, esse número caiu para 4,2 pessoas por empresa. A queda no número médio de pessoas por empresa ocorreu nos três segmentos: comércio (-1,4%), indústria (-1,6%), e serviços (-3,7). Na avaliação de Marco Aurélio Bedê, coordenador da pesquisa, "esse resultado não pode ser interpretado como uma redução no total de pessoas empregadas em pequenos negócios. Na verdade, como a economia voltou a crescer, alguns parentes que trabalhavam em pequenas empresas estão encontrando outras oportunidades no mercado de trabalho. Vagas têm sido abertas, inclusive por meio da criação de novas empresas, só que com um número médio de pessoas por empresa mais baixo". Estimativas do Sebrae-SP indicam que o setor gera ocupação para mais de 5 milhões de pessoas no Estado de São Paulo, contando os sócio-empresários, familiares e empregados. (MLC - InvestNews)
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