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Agência ANSA LA PAZ - Governadores opositores da Bolívia declararam hoje que aceitam o referendo revogatório de seus mandatos, um projeto original do presidente Evo Morales que os partidos de oposição surpreendentemente passaram a apoiar na quinta-feira, depois de travá-lo durante um ano. Morales aceitou imediatamente a decisão política da maioria opositora no Senado e disse que promulgará a lei tão logo seja enviada. - Esta é uma forma de aprofundar a democracia em nosso país. Se nós, os políticos, não podemos concordar facilmente, melhor que o povo decida o destino do país, o destino do presidente, vice-presidente, o destino dos prefeitos - disse Morales ao anunciar sua decisão. Segundo o prefeito de La Paz, José Luís Paredes, é uma boa decisão. - Eu vou iniciar minha campanha, que consiste em mostrar tudo o que avançamos. Creio que vou vencer a votação - disse. Também o de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, disse se sentir "seguro", porque não é preciso ter medo das urnas. - Cremos que é a melhor maneira de dar a decisão aos cidadãos. Segundo o diretor de autonomias da prefeitura de Santa Cruz, Carlos Dabdoub, "há prefeitos que têm um elevado índice de aceitação e esperam que a lei seja promulgada. Agora quem tem que se preocupar é o governo". Em sua declaração da noite de quinta-feira, o presidente não mencionou o chamado que fez aos prefeitos, pela manhã, para que se reúnam na segunda-feira para elaborar um projeto de regime de autonomias para incorporar à nova Constituição. O projeto de lei do referendo revogatório prevê que presidente, vice-presidente e prefeitos perderão o mandato se o percentual de votos contrários seja maior que o que receberam em 2005. Se perder o mandato, o presidente deve convocar eleições gerais em um prazo de 90 a 180 dias a partir da contagem oficial dos resultados do referendo revogatório. Os prefeitos que perderem o mandato encerrarão suas funções e o presidente designará seus sucessores. Para que Morales e Alvaro García Linera percam seu mandato, a votação contra eles deve superar os 1.544.374 votos que receberam em 2005, equivalentes a 53,74%. A cédula trará a pergunta: "Você concorda com a continuidade do processo de mudança liderado pelo presidente Evo Morales Ayma e o vice-presidente Alvaro García Linera?". No caso dos prefeitos, a pergunta é: "Você concorda com a continuidade das políticas, as ações e a gestão do prefeito do departamento?". Seis dos nove prefeitos são de oposição. O de La Paz ganhou com 40%, o de Cochabamba com 48, o de Santa Cruz com 47, o de Tarija com 46,6, o de Beni com 45 e o de Pando com 48%.
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