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SÃO PAULO, 8 de maio de 2008 - As despesas com alimentação devem continuar sendo vilãs da inflação brasileira, entretanto, os gastos com saúde e cuidados pessoais e vestuário também podem registrar alguma pressão no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril. A estimativa é do economista-chefe da Concórdia Corretora de Valores, Elson Teles. Segundo sondagem realizada pela InvestNews, o mercado aposta em uma elevação entre 0,53% e 0,59% (0,55% na média) do IPCA em abril, acima da taxa apurada em março, quando a inflação subiu 0,48%. O economista estima, em termos desagregados, alta de 0,7% dos preços livres e de 0,2% dos preços monitorados. Os núcleos da inflação, pela média das três medidas acompanhadas pelo Banco Central (BC), pode apresentar variação positiva de 0,4%, ante 0,29% em abril do ano passado. Para Teles, entre os itens que podem apresentar maiores alta de preços estão panificados (0,10%); tubérculos, raízes e legumes (0,07%); alimentação fora do domicílio (0,06%); produtos farmacêuticos (0,05%); leites e derivados (0,04%); aluguel e taxas (0,03%); e serviços pessoais (0,02%). Do outro lado, segundo o economista, as maiores queda podem partir de cereais, leguminosas e oleaginosa (-0,03%); aves e ovos (-0,02%); e energia elétrica residencial (-0,02%). O IPCA será divulgado na manhã desta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador mede a inflação oficial brasileira e é usado para balizar a política monetária nacional. (Vanessa Stecanella - InvestNews)
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