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JB Online RIO - A pesquisadora Juliana Echevarria, do departamento de Imunologia do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IMPPG/UFRJ), investiga o comportamento de uma proteína em pacientes infectados pelo vírus HTLV, que entres outras doenças, pode causar a mielopatia. - Uma parte desses pacientes desenvolve uma doença inflamatória crônica, a mielopatia associada ao HTLV. O indivíduo tem uma inflamação crônica na região da medula espinhal. Isso faz com que ele vá perdendo gradualmente a capacidade motora e vá para a cadeira de rodas -afirma a pesquisadora. Na pesquisa atual, a proteína vem sendo estudada em outros contextos. - Quero estudar a participação dessa proteína na diferenciação de células dendríticas obtidas desses pacientes, ou seja, que apresentam os antígenos para as células de defesa, os linfócitos. Eles, que vão promover o desenvolvimento dessa doença, precisam reconhecer esses antígenos. É necessário descobrir o que os leva a migrarem pra medula espinhal e, assim, desenvolverem a patologia. Pretendo relacionar esses resultados com as outras células que já estudei, além de tentar entender porque existe a diminuição da expressão dessa proteína em infectados e em que isso favorece ao vírus - analisa a pesquisadora. A pesquisa realizada por Juliana recebeu a aprovação de um financiamneto de 10 mil dólares da TWAS (Third World Academy of Sciences, ou Academia de Ciências dos Países em Desenvolvimento). - A mielopatia acomete os países tropicais, como o Brasil e toda a América Latina. Há uma falta muito grande de pesquisa nessa área - explicou. Muitas doenças tropicais não são estudadas por falta de verbas, que financiem tais pesquisas. Juliana, porém, conseguiu o apoio de uma uma sociedade científica internacional de estímulo à pesquisa em países em desenvolvimento, a TWAS. Dos infectados pelo HTLV, apenas 5% desenvolvem a mielopatia. Os outros pacientes são assintomáticos. Com isso, podem estar transmitindo o vírus sem saber, o que ocorre por relação sexual, transfusão de sangue, compartilhamento de seringas e de mãe para filho, por meio da amamentação. A falta de informação é a principal causa da disseminação da doença.
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