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JB Online RIO - Em dois dias de cadastramento para a execução da obras do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) no município de Mesquita, na Baixada Fluminense, a Secretaria de Trabalho e Renda inscreveu 1.524 trabalhadores motivados pela possibilidade de conquistar uma oportunidade de emprego com carteira assinada em seu próprio município. Foram 828 candidatos, no primeiro dia, e 696, no segundo (sendo 32% mulheres), que agora serão selecionados, de acordo com o perfil, para 80 vagas no setor de Construção Civil. Segundo o edital, 20% das vagas serão destinadas ao sexo feminino. - Como de costume, o cadastro superou nossas expectativas. Agora, as obras funcionarão como um abalizador da qualidade do trabalho dos profissionais. O mais importante é que os cadastrados entrarão no Sistema Nacional de Emprego, habilitando-se para atuar em qualquer parte do estado - observou o secretário estadual de Trabalho e Renda, Ronald Azaro. A ação foi mais uma etapa do cadastramento para o PAC da Baixada, que teve início no último mês de março, em Belford Roxo, fruto de uma parceria com a Secretaria de Governo da Baixada, a Companhia de Habitação do Rio de Janeiro (Cehab) e a Superintendência Estadual de Rio e Lagoas (Serla). Após selecionados, os trabalhadores atuarão na construção de 144 moradias para as famílias que vivem as margens do Rio Sarapuí, além da implantação da estação de tratamento de esgoto, instalação de iluminação pública e de sistema de coleta de lixo, programas sociais de educação sanitária e ambiental e o desassoreamento do rio, com a recuperação das margens degradadas. - A idéia é priorizar os moradores locais na seleção para o emprego. Nosso objetivo é proporcionar o desenvolvimento local, através do trabalho dos próprios moradores - destacou o coordenador da ação, Ronaldo Paes Leme. É com essa expectativa que André Luiz Ariques, de 36 anos, desempregado há seis anos, fez o cadastro para o cargo de servente. Pai de três filhos, o candidato vê no PAC uma maneira de voltar ao mercado formal de trabalho e resgatar sua dignidade. - A situação está difícil e, por alguns dias, chego perto de passar fome. Quando busco emprego, a distância é um dos principais obstáculos para a minha contratação. Por isso, estou muito esperançoso com a oferta de emprego aqui, na minha própria comunidade - afirmou. A mesma vontade também impulsiona Ana Lúcia dos Santos, de 44 anos, desempregada há oito. Embora tenha qualificação e experiência em empregos relacionados à área de Saúde e Emergência, ela não titubeia em afirmar que aceitaria vaga no setor de Construção Civil. - A dificuldade de encontrar emprego não me permite escolher. Quero apenas uma chance de trabalhar honestamente - disse. Já o marceneiro João Monteiro, de 61 anos, destaca as melhorias que as intervenções trarão, não apenas para os trabalhadores, mas para os moradores que residem às margens do Rio Sarapuí. - É muito bom o governo do estado trazer empregos para Mesquita, e principalmente melhorar a vida de pessoas que, por falta de condições, erguem construções na beirada do rio e, na primeira chuva, têm as suas casas alagadas e destruídas - observou. Durante o cadastramento, por meio da Secretaria de Governo, os trabalhadores puderam contar serviços do Detran e da Fundação Leão XIII, emitindo carteira de trabalho, carteira de identidade, certidão de nascimento e isenção de taxas cartorárias. Nas inscrições para o PAC em Belford Roxo, cerca de dois mil trabalhadores foram cadastrados. Em fevereiro, as unidades móveis promoveram o cadastramento de mais de 16 mil moradores da Rocinha, do Complexo do Alemão e de Manguinhos.
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