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InvestNews SÃO PAULO - O setor público não financeiro apresentou superávit primário de R$ 15,4 bilhões em março, o que representa crescimento de R$ 8,3 bilhões em relação ao alcançado no mesmo período de 2007. Os superávits primários do Governo Central e das empresas estatais alcançaram R$ 11 bilhões e R$ 1,6 bilhão, respectivamente, superando em R$ 7,1 bilhões e R$ 1,5 bilhão, respectivamente, o desempenho apresentado em março de 2007. Já o resultado superavitário dos governos regionais alcançou R$ 2,8 bilhões, registrando decréscimo de R$ 0,4 bilhão em relação ao de março de 2007. Em termos da performance no ano, o superávit primário atingiu R$ 43 bilhões (6,39% do PIB), R$ 15,8 bilhões superior ao valor obtido no mesmo período de 2007. Os superávits obtidos pelo Governo Central, governos regionais e empresas alcançaram, respectivamente, R$ 31,8 bilhões, R$ 10 bilhões e R$ 1,2 bilhão, registrando acréscimos de R$ 13,5 bilhões, R$ 400 milhões e R$ 1,9 bilhão em relação aos resultados obtidos no mesmo período de 2007, nessa mesma ordem. Nos últimos 12 meses, o superávit primário acumulado passou de R$ 109,1 bilhões (4,19% do PIB) em fevereiro para R$ 117,4 bilhões (4,46% do PIB), em março. Os juros nominais apropriados pelo critério de competência, totalizaram R$ 11,4 bilhões em março, comparativamente a R$ 15,4 bilhões em fevereiro. Essa queda decorreu, basicamente, da trajetória da taxa de câmbio no período (depreciação de 3,9%), registrando movimento oposto ao observado em fevereiro (apreciação de 4,4%), com efeitos contrários sobre o resultado das operações de swap cambial nos dois meses (perda de R$ 2,6 bilhões em fevereiro e ganho de R$1,6 bilhão em março). No ano, o montante de juros nominais apropriados atingiu R$ 40 bilhões (5,94% do PIB), comparativamente a R$ 38,9 bilhões (6,49% do PIB) no primeiro trimestre de 2007. As necessidades de financiamento no conceito nominal, que incluem o resultado primário e os juros nominais apropriados, foram superavitárias em R$ 4 bilhões em março. No ano, o superávit acumulado é de R$ 3 bilhões (0,45% do PIB), comparativamente ao déficit de 11,6 bilhões (1,93% do PIB) no mesmo período de 2007. Tomando-se os fluxos acumulados nos últimos doze meses, as necessidades de financiamento atingiram R$ 43,3 bilhões (1,64% do PIB) em março, comparativamente a R$ 54,1 bilhões (2,07% do PIB) em fevereiro. O superávit nominal em março foi obtido com reduções de R$ 12,7 bilhões na dívida bancária líquida e de R$ 7 bilhões no financiamento externo líquido, compensadas parcialmente pelas expansões de R$ 13,1 bilhões na dívida mobiliária e de R$ 2,6 bilhões nas outras fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária.
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