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SÃO PAULO, 24 de setembro de 2007 - Nesta segunda-feira Governo federal e Petrobras formalizaram o início da segunda edição do Programa Pró-Eqüidade de Gênero na companhia. O objetivo do Programa é promover a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres em empresas e instituições (inclusive na ocupação de cargos mais elevados na hierarquia) e desenvolver novas concepções na gestão de pessoas e na cultura organizacional. Participaram da cerimônia a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéia Freire, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e a ouvidora geral da companhia, Maria Augusta Carneiro Ribeiro.
O Programa Pró-Eqüidade de Gênero é promovido pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e apoiado pelo Fundo das Nações Unidas para as Mulheres (Unifem) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil. Por ter obtido resultados positivos neste programa, a Petrobras conquistou, em 2006, o Selo Pró-Eqüidade de Gênero.
Atualmente, a Petrobras possui uma Comissão de Diversidade, composta por representantes das distintas áreas de negócios da Companhia. Sob a coordenação da Ouvidoria Geral, a Comissão tem como objetivo propor ações que garantam a defesa dos princípios de diversidade humana e de não-discriminação em todo o Sistema Petrobras.
Na ocasião do evento, o presidente da Petrobras lembrou que, até 1979, o concurso público da companhia para Engenharia não aceitava inscrições de pessoas do sexo feminino. Desde então, a evolução foi muito grande. Princípios de cidadania, transparência, práticas socialmente responsáveis, compromisso com a sustentabilidade e o combate à discriminação foram incorporados e a Responsabilidade Social tornou-se um dos pilares do Plano Estratégico da companhia até 2020. Ou seja, as atividades dessa área são, hoje, um condicionante fundamental na estratégia de crescimento da Petrobras.
A ministra Nilcéia Freire lembrou a importância de uma empresa como a Petrobras renovar o compromisso com o Programa Pró-Eqüidade de Gênero. "A iniciativa bem-sucedida de uma grande empresa pública repercute favoravelmente e estimula empresas privadas e instituições empresariais a incorporarem princípios e conceitos já consolidados" - disse ela.
A ouvidora geral da Petrobras, Maria Augusta Carneiro Ribeiro, afirmou que a Petrobras tem pela frente a implantação, até o fim de 2008, de um Plano de Ação Pró-Eqüidade factível. Uma das primeiras iniciativas será realizar, até o final do ano, o primeiro censo da companhia. Para isso, já foi firmada parceria com o Ibope e o Instituto Ethos. Outro item será o de estabelecer critérios que considerem prioritariamente o perfil e o nível de conhecimento profissional para também indicar mulheres a cargos elevados na hierarquia na empresa. "Não cabe mais à mulher ser a única responsável pelo desenvolvimento da família. A mão-de-obra feminina é uma necessidade para o desenvolvimento do país", comentou.
(Redação - InvestNews)
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