|
Agência JB RIO - O diretor do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Reinaldo de Almeida Barbosa, declarou em seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira, que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não tem feito inspeções rotineiras nas áreas de manutenção das empresas aéreas. - Não tem feito rotineiramente. Esporadicamente, quando há grande demanda junto aos departamentos da Anac, insistência do sindicato, comparecem - disse Barbosa. Para o relator da CPI, Marco Maia (PT-RS), a Anac não tem cumprido responsabilidades de fiscalizar o setor aéreo. - Isso é uma coisa quase unânime hoje na sociedade brasileira, unânime na CPI e unânime também no governo, que já admite, já falou várias vezes em trocar todos os diretores da Anac. Isso está alicerçado no fato de que a Anac não cumpriu, durante esse último ano, suas responsabilidades. Reinaldo Barbosa também apontou problemas, como o número reduzido de mecânicos para atender a demanda e a quantidade de horas extras que os profissionais têm que fazer. De acordo com Barbosa, nos aeroportos com maior movimento, quatro mecânicos chegam a ficar responsáveis por 30 a 35 aviões durante um turno de seis horas. Para ele, o ideal é que houvesse pelo menos o dobro de profissionais para cuidar dessas aeronaves. Barbosa também disse que o sindicato recebe denúncias sobre falhas em aeronaves, mas ressaltou que não tem condições de afirmar se o número tem aumentado nos últimos meses. Segundo Marco Maia, afirma que começará a ler seu relatório na próxima terça-feira e que esse foi o último depoimento na CPI. Na quarta-feira, dia 19, os integrantes da CPI vão se reunir com o especialista que analisou a caixa preta do avião. De acordo com o relator, no dia seguinte, a apresentação do relatório deve ser concluída.
|