|
REUTERS BRASÍLIA - O senador Renan Calheiros reafirmou nesta quinta-feira que não vai deixar a presidência do Senado e considerou sua absolvição no processo de cassação como uma espécie de recondução ao cargo. - Fui eleito a primeira vez com 56 votos, a segunda, com 41 votos, e agora tive 40 votos. O resultado foi um renovação de voto dos senadores em seu presidente - disse. Para Renan, o que estava em jogo no processo que sofreu era a presidência do Senado. - Desde o início do processo, ficou claro que o que importava era substituir o presidente do Senado. Por isso, não me afastei. Não podia ser agente da impostura. Questionado sobre sua capacidade de pacificar o Senado e levar adiante a agenda política do país, que aguarda votações importantes como a prorrogação da CPMF, Renan se proclamou em condições de fazê-lo. - Se eu não tiver condições de presidir o Senado num quadro de divisão, quem teria? - indagou, acrescentando que irá a partidos e líderes para consertar a situação. Renan disse esperar na votação da CPMF dificuldades naturais de uma votação mais complexa, que exige quórum superior. - Existirão as dificuldades de se votar uma emenda constitucional, com um quórum qualificado. A CPMF vai chegar ao Senado no final de outubro, início de novembro. Há entendimento que a CPMF não é a favor do governo, é a favor do Brasil - disse Renan.
|