Ilha de Paquetá recebe seis palmeiras imperiais

Agência JB

RIO - Como parte dos preparativos para as comemorações dos 200 anos da chegada da Família Real ao Brasil, Paquetá acaba de receber seis palmeiras imperiais, que foram plantadas, nesta quarta-feira, na entrada do Solar Del Rey, residência utilizada por D. João VI em suas visitas e permanências na ilha. As palmeiras foram doadas pela Sociedade de Amigos Roberto Burle Max, atendendo solicitação da Secretaria Municipal de Governo, e somam-se às já existentes no local.

O Solar Del Rey pertencia ao negociante português Francisco Gonçalves da Fonseca, oficial de milícias, que pôs à disposição do príncipe a residência que oferecia, à época, as melhores condições de comodidade para hospedar o mais elevado vulto do Brasil naquele longínquo tempo. Ao longo dos anos, o imponente local sofreu algumas modificações para parecer realmente um Palacete Real. Seu valo rhistórico e cultural foi reconhecido oficialmente e hoje o imóvel é tombado pelo PatrimônioHistórico da União.

A chegada de D. João VI a Paquetá, em 1808, elevou a Ilha a um importante status cultural junto à Corte e à população da cidade, assumindo o papel de centro político do País. Vários nobres e personalidades importantes passaram a freqüentar ou mesmo morar em Paquetá, como José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, que em 1829 afastou-se da Corte por motivos políticos e se exilou em Paquetá.

A relação de amor de Dom João por Paquetá foi consolidada por um fato curioso: utilizando as milagrosas águas do Poço de São Roque, ele teria se livrado de uma úlcera na perna, que tanto o atormentava. Dali em diante, o membro da Família Real passou a ser não só um admirador de Paquetá, que ele batizou de Ilha dos Amores, como se tornou devoto de seu padroeiro, São Roque. Cada visita de Dom João era saudada pela comunidade com salvas de canhão e rituais de beija-mão. Os despachos passaram a ser feitos da ilha que, de certa forma, se transformou em Capital do Reino.

[ 14:32 ]   12/09/2007