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Agência JB RIO - A empregada doméstica Sirlei Dias de Carvalho Pinto, de 32 anos, voltou a reconhecer, nesta sexta-feira, em depoimento de três horas, prestado na 38ª Vara Criminal do Rio, os cinco jovens que a agrediram e roubaram sua bolsa, no dia 23 de junho, na Barra daTijuca, Zona Oeste do Rio. Foram destacados dois deles: o réu Rodrigo dos Santos Bassalo da Silva, como o primeiro agressor que chutou o seu rosto, atingindo o olho esquerdo, e Felippe de Macedo Nery Neto, em foto do Detran-RJ, como o dono do carro preto onde estava o grupo. O sumário de acusação começou às 14h50, e está sendo feito pelo juiz Jorge Luiz Le Cocq D'Oliveira. A audiência deve terminar no fim da noite desta sexta-feira. Os acusados continuam presos e não estão acompanhando os depoimentos, devido ao pedido do Ministério Público de preservação da vítima e das testemunhas, nos termos do artigo 217 do Código de Processo Penal, que fala que o juiz pode proibir apresença do réu, se verificar que ele poderá influir, por atitude, no ânimo da testemunha, de modo que prejudique a verdade dos depoimentos. As testemunhas estão fazendo o reconhecimento dos acusados numa sala especial. Durante o depoimento, Sirlei Dias confirmou que havia acordado cedo, por volta das 4h30, naquele sábado, para ir ao médico ginecologista em Imbariê, na Baixada Fluminense, num posto de saúde próximo à sua casa. Disse que depois retornaria para fazer uma faxina mais tarde em Ipanema, na Zona Sul. Mas, quando estava no ponto de ônibus, na altura do Posto 5, da Praia da Barra da Tijuca, cinco rapazes surgiram vindos de um carro fazendo bagunça e com palavras de baixo calão.Segundo ela, um deles, que não soube identificar, roubou a sua bolsa antes das agressões físicas, sendo que a primeira teria sido praticada por Rodrigo, que chutou seu rosto, atingindo-a abaixo do olho esquerdo, fazendo com que caísse no chão. De acordo com a doméstica, o grupo prosseguiu com a série de chutes, pontapés e socos, fazendo com que ela protegesse o rosto e a cabeça com o braço direito. As agressões s óterminaram quando uma voz de mulher começou a gritar pedindo que parassem e um clarão de luz, que parecia ser um farol de carro, se aproximou ,fazendo com que os cincos jovens fugissem. Ela retornou para a casa do seu patrão, num condomínio próximo ao local do crime, já que estava sem dinheiro e documentos. Foi encaminhada em seguida para a 16ª DP (Barra da Tijuca) e depois para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra. Sirlei contou também que não teve os seus pertences recuperados e que dentro da bolsa que foi roubada constavam documentos, chaves, um guarda-chuva, celular, carteira do condomínio onde trabalha, pedido de exame médico e R$ 47,00, além de alguns trocados para a passagem. Quanto ao taxista, soube após retornar da agressão que alguém tinha anotado a placa do carro e deixado na portaria do prédio. São réus no processo Rodrigo dos Santos Bassalo da Silva, Rubens Pereira Arruda Bruno, Leonardo Pereira de Andrade, Julio Junqueira Ferreira e Felippe de Macedo Nery Neto. Os quatro primeiros foram denunciados pelo Ministério Público por roubo com concurso de pessoas e lesão corporal. Estão incursos nas penas dos artigos 157, parágrafo 2º, inciso II e artigo 129, c/c com artigo 29 (duas vezes), na forma do artigo 69 do Código Penal. O acusado Felilppe foi incurso nas penas do artigo 157, parágrafo 2º, e 129 c/c com artigo 29, na forma do 69 do CP. A testemunha de acusação que está sendo ouvida neste momento é Ângela Maria Gomes dos Santos. Em seguida, prestarão depoimentos Ana Lúcia Cordeiro Julião da Costa; Márcio Abreu Braga Magalhães, o taxista; Arthur Fernandes Campos da Paz, que estava no grupo e permaneceu no carro; e Marcus Antonio Henrique de Oliveira, porteiro do prédio onde Sirlei trabalha. A próxima etapa do processo será a prova de defesa, a ser marcada pelo juiz no final da audiência. A Promotoria Pública está sendo feita por André Machado Ricci.
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