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O secretário geral da Organização de Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, assegurou que a América Latina atravessa por "um bom período" econômico, político e social.
Insulza revelou que a região cresceu nos últimos quatro anos mais do que nos 15 anteriores. O secretário recordou que, segundo a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), a expansão econômica na região será de 5% em 2007.
Com base nas projeções de comportamento da economia latino-americana, Insulza acredita que "seguimos um caminho promissor". No entanto, há setores na região que se perguntam quanto durará e quem se beneficiará do crescimento na região.
O líder da OEA apontou que a pobreza na América Latina diminuiu em 19 milhões de pessoas nos últimos quatro anos, e reconheceu que esta cifra pode parecer "escassa" para um continente que possui 200 milhões de pobres.
Insulza reiterou que as mudanças ocorridas nos últimos anos "não são puramente ideológicas", mas pertencem a uma "sociedade que é beneficiada pela democracia, liberdade e também por um conhecimento maior do que a globalização das comunicações".
O secretário, que também é ex-chanceler do Chile, acrescentou que a América Latina vive na atualidade uma etapa de "mudança fundamental", que consiste em reconhecer o importante papel exercido pelo Estado e de admitir que o mercado é insuficiente.
"As políticas públicas são essenciais. O mercado não resolve os problemas, inclusive os sociais, de igualdade e participação das pessoas", revelou o líder da OEA. "No mercado somos consumidores e na sociedade temos que ser cidadãos. Esta é a mudança que ocorre na nossa região", definiu Insulza.
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