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Agência JB RIO - Os Jogos Pan-Americanos chegaram ao fim e com eles o início do teste de fogo da segurança da cidade. Os cariocas estão preocupados com o término do reforço do policiamento e temem que furtos e pequenos roubos tomem conta das ruas da cidade – depois de um recesso de pouco mais de 15 dias de policiais em todas as esquinas. – A presença dos policiais inibe, de certa forma, quem quiser cometer algum crime. Para diminuir os índices de criminalidade precisamos fazer um trabalho a longo prazo – disse Paulo França, cinegrafista, morador de Ipanema. O governo federal investiu cerca de R$ 350 milhões no esquema de segurança do Pan. O plano completo de segurança dos Jogos incluiu a instalação de 600 câmeras de monitoramento, o uso de 27 aeronaves e até a presença de pelo menos um agente de cada um dos 41 países visitantes. Mais de 18 mil homens da Força Nacional e das polícias Federal, Rodoviária e Militar foram destacados para garantir a tranqüilidade de atletas, comissões técnicas, público e trabalhadores que passaram pelas 29 instalações esportivas e 17 de apoio. Esse contingente é maior, por exemplo, do que o Exército do Paraguai. Os agentes que fizeram a segurança do Pan passaram por um treinamento de, no mínimo, oito meses. Eles ficaram habilitados a fazer a escolta das delegações e de autoridades, rastreamento de drogas, armas e bombas, negociação com sequestradores e até atuação em atentados terroristas. Para equipar tantos homens, foram compradas cerca de 9 mil pistolas calibre 40 e 1.768 carros. No entanto, como o JB mostrou na última quarta-feira, todas as forças policiais destacadas para o Pan já anunciaram que vão reduzir o efetivo a partir de hoje. Cerca de 6 mil PMs devem continuar nas ruas – durante o Pan eram 13 mil homens. Os Jogos Parapan-Americanos, que começam no próximo dia 12, terão esquema de segurança bem menor. – Vai voltar tudo ao que era antes. Gostaria de saber para onde vai essa polícia do Pan quando acabarem os Jogos. Eu notei que os problemas diminuíram bastante nas áreas protegidas – disse Tatiana Sá, jornalista, moradora da Gávea. O engenheiro paulistano Carlos Fernandes elogiou o aparato de segurança que funcionou durante o Pan. Ele, que sempre vem ao Rio, chegou à cidade para assistir a algumas competições. Carlos está hospedado na casa de amigos. – Os meus amigos disseram que o policiamento tinha sido reforçado e percebi isso também. No Flamengo, em Copacabana, em Ipanema, nos bairros da Zona Sul, observei a presença de muitos policiais. Na Barra também. Infelizmente, acho que quando passar o Pan vai voltar tudo a ser como antes – lamenta. O professor de história Carlos Eduardo Freire Maciel elogiou o esquema de segurança que atuou durante os Jogos. Ele disse que se sentiu mais seguro ao andar pelas ruas com o aumento do número de policiais. – Até nas ruas da Lapa se notava que o esquema de segurança funcionava – elogiou o morador de Santa Teresa. Como o JB mostrou ontem, com exclusividade, nesta semana o governador Sérgio Cabral, e o novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, vão se encontrar para conversar sobre a política de segurança do Rio. Cabral quer que o governo federal envie tropas do Exército para ajudar no combate ao crime. O ex-ministro Waldir Pires se mostrava reticente quanto a essa medida.
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