Nilo Junior, Agência JB RIO - Faltando ainda um dia para encerrar as competições de judô, a equipe brasileira feminina já superou o desempenho do Pan de Santo Domingo, em 2003. Neste sábado, Danielle Zangrando e Danielli Yuri conquistaram o ouro e a prata para o Brasil, respectivamente. Com o ouro de Edinanci, a prata de Mayra Silva e o bronze de Priscila Marques, esta é a melhor participação de judocas brasileiras em Pan-americanos. Para chegar à final da categoria até 57kg, Zangrando derrotou a haitiana Ange Jean-Baptiste na estréia. A segunda luta, já era a semifinal e a judoca não deu chances para a colombiana Yadinis Amaris. Em apenas 23 segundos de combate, ela conseguiu um ippon, por finalização, e se classificou para a decisão. Com um koka, Zangrando venceu a americana Gotay Valerie e garantiu a medalha. - Foi muito importante essa medalha. Só esse ano fiquei com três pratas e ficaria frustrada se não levasse esse ouro. A comemoração do meu aniversário, que é daqui a quatro dias, já começou - falou a atleta, que aproveitou para dizer que vai se aposentar após os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, na China. Já Yuri, venceu Jessica Garcia, de Porto Rico, na primeira luta, e a argentina Daniela Krukower, por ippon, na semifinal. Na decisão, Yuri acabou derrotada pela experiente cubana Drivlis Gonzalez e ficou com o bronze na categoria até 63kg. Antes das lutas femininas, o peso leve Leandro Guilheiro perdeu a final da categoria até 73kg para Ryan Reser, dos EUA. O judoca, que se machucou na semifinal, depois de derrotar o cubano Ronald Girones, passou quase todo o intervalo entre as preliminares e as finais sob cuidados médicos. Guilheiro chegou a tomar infiltrações devidos às dores no quadril e nas costas. - A medicação aliviou um pouco a dor, mas ainda assim alguns movimentos estavam comprometidos. Estou decepcionado, pois não queria perder em casa. O adversário me estudou muito bem. Flávio Canto se machuca dá adeus ao Pan Uma das maiores esperanças brasileiras de medalha nestes Jogos Pan-americanos, o judoca Flávio Canto acabou vítima de uma ironia do destino e deu adeus ao sonho da conquista do segundo ouro consecutivo na competição. Na semifinal, Canto enfrentava o norte-americano Travis Stevens, dos EUA, quando a pouco mais de um minuto para o fim da luta, apoiou o braço para evitar uma queda e teve uma luxação no cotovelo direito. Canto permaneceu deitado alguns segundos, com expressão de dor. Ele ainda tentou voltar ao tatame para lutar, mas percebeu que não tinha condições e entregou a luta, deixando o adversário derrubá-lo. Com muitas dores, o judoca passou pela zona mista sem falar com a imprensa, deixando a dúvida se iria ou não disputar o bronze. Pouco tempo depois foi confirmado que ele estava fora da disputa pela medalha. Canto venceu na estréia o cubano Oscar Cardenas, seu principal adversário, na luta que chegou a ser considerada como a final antecipada da categoria até 81kg. A contusão põe em dúvida a participação do judoca no mundial, em setembro. Segundo o médico da seleção brasileira, Wágner Castropil, ainda é cedo para qualquer avaliação. - Quando atendi o Flávio ainda na área de competição percebi que tinha luxado o cotovelo. Ele foi para o hospital, radiografou e não parece ser nada mais sério. Ele fará uma ressonância para sabermos a gravidade da lesão. A recuperação pode levar de quatro a seis semanas ou de dois a três meses, dependendo de como o organismo reaja. Neste domingo, João Derly, Alexandre Lee, Daniela Polzin e Érika Miranda buscam mais medalhas e encerram a participação brasileira nos Jogos Pan-Americanos.
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