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Agência ANSA MOSCOU - Morreu de infarto aos 66 anos de idade Dmitri Prigov, o maior representante da literatura underground da época soviética e pai da poesia e da prosa conceitualista russa contemporânea. Suas obras foram traduzidas em diversos países, e entre as mais conhecidas estão os romances "Viver em Moscou", "Apenas o meu Japão" e "Epifania do verso após a morte". A veia artística de Prigov não se limitava ao papel, pois ele também se dedicou à autoria de quadros, filmes e canções, todos inspirados no conceitualismo. Ele se autodefinia como "projeto Prigov" e era fortemente adepto, também pela simpatia humana, da "inteligência" pós-soviética. Os cadernos culturais dos jornais russos de hoje estão praticamente dominados pela notícia de sua morte, que chega inclusive a ocupar a primeira página de muitos deles. Vladimir Sarokin, outro grande representante do conceitualismo russo, definiu Prigov como "um anjo".
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