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Portal Terra RIO - A empresa Iesa, supostamente envolvida em esquema de fraudes em licitações da Petrobras desmembrado pela Polícia Federal nesta semana na Operação Águas Profundas, teria contribuído com R$ 1,562 milhão ao PT na campanha de 2006. O partido foi o único beneficiado com doações do estaleiro naquele ano. A doação foi a sexta maior recebida. A empresa teria admitido as doações e as jutificado como um prestígio ao partido por ter mudado a política índices mínimos de participação de empresas nacionais em reformas da Petrobras (aumentando de 45% para 65% por obra). - A empresa quis prestigiar o PT porque o governo abriu o mercado de óleo e gás para empresas nacionais, obrigando todas as obras contratadas pela Petrobras a terem índice de nacionalização elevado, contrariando orientação de governos passados. A Iesa é filha direta dessa política - teria dito a empresa, por meio de sua assessoria. Para o tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, a doação da Iesa é o reconhecimento de que a indústria naval cresceu sob a gestão de Lula. A empresa ainda teria contribuído com uma outra campanha no último ano, a do senador Delcídio Amaral (PT) ao governo do Mato Grosso do Sul. O político, que é ex-diretor de gás da Petrobras, teria recebido R$ 50 mil.
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