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REUTERS PEQUIM - Camisinhas de todas as formas e os tamanhos estavam à mostra na quarta-feira num desfile de moda em Pequim com vestidos, chapéus e até mesmo pirulitos feitos de camisinhas. Modelos passavam entre extravagantes efeitos especiais feitos de bolhas de sabão para exibir vestidos de noiva, vestidos de noite em escamas, biquínis extravagantes e outras peças feitas inteiramente de camisinhas, infladas ou não. O desfile aconteceu na Quarta Feira de Novos Produtos e Tecnologias Reprodutivos da China e foi organizado pela Guilin Latex Factory, a maior fabricante chinesa de camisinhas, para promover o uso da camisinha na prevenção e no combate ao HIV/Aids. O evento também foi promovido em homenagem ao Dia Mundial da População, organizado anualmente pelo Fundo Populacional das Nações Unidas. Com uma população atual de 1,3 bilhão de pessoas, a China introduziu uma política rígida de filho único no final dos anos 1970, pela qual muitos casais não são autorizados a ter mais de um filho. - Um filho não é o suficiente --dois é um número melhor-- - disse o visitante Song Weiliang. Mas o objetivo principal do desfile de camisinhas foi promover a conscientização do problema da Aids. Originalmente a China qualificou a Aids de doença do Ocidente capitalista e decadente --um problema de homossexuais, profissionais do sexo e usuários de drogas. Oficialmente, esses setores não existiam na China comunista. O país demorou, mas acabou despertando para o problema, e especialistas em saúde avisaram que o vírus agora está se espalhando pela população geral. Mas, de acordo com especialistas em saúde, a escassez de educação sexual e a pouca abertura para se falar de sexo ainda constituem obstáculos ao combate à doença.
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