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Agência EFE MIAMI - A Prefeitura de Fort Lauderdale, ao norte de Miami, aprovou o pedido para a mudança de um arquivo e uma biblioteca especializados na temática homossexual para um edifício público da cidade, segundo o site do jornal 'Sun-Sentinel'. Com três votos a favor e dois contra, os vereadores da Prefeitura de Fort Lauderdale aprovaram a polêmica iniciativa, que permitirá a transferência da biblioteca Stonewall para o ArtSpace, um centro artístico de propriedade da Prefeitura situado no parque Holiday. O prefeito de Fort Lauderdale, Jim Naugle, criticou a decisão, que permite o uso de um espaço público para a exposição e expressão do homossexualismo, uma decisão que colocou em lados opostos os setores mais conservadores da cidade e o movimento gay. A polêmica começou há alguns dias, quando Naugle decidiu comprar, por US$ 250 mil, vasos sanitários para os banheiros públicos que possuem, segundo o jornal, um sistema que permite ao usuário manter a porta fechada somente por um curto período de tempo. Desta forma, segundo o prefeito, se evitará que ocorram encontros sexuais de gays em locais públicos. Os comentários do prefeito foram criticados imediatamente pelo movimento gay, que exigiu, em e-mails enviados à Prefeitura, que Naugle peça desculpas públicas à comunidade homossexual. O arquivo e a biblioteca possuem uma grande coleção de livros, revistas e fitas de vídeo. - Não tinha a menor idéia de que a coleção de livros de homossexualismo era o conteúdo deste material - disse Naugle, que se mostrou contrariado por este assunto ter surgido em plena polêmica sobre o investimento nos banheiros públicos. Apesar de o prefeito de Fort Lauderdale ter votado contra o pedido de uso de um espaço público para colocar o arquivo de temática homossexual, os vereadores que votaram a favor disseram que não compartilhavam das idéias de Naugle sobre o movimento gay. Naugle afirmou que não pensa em pedir desculpas por seus comentários sobre os atos homossexuais nos banheiros públicos, mas disse, segundo o jornal, que está impressionado com o 'número de homossexuais felizes' que vivem em Fort Lauderdale.
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