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REUTERS ABUJA - O principal grupo rebelde da região produtora de petróleo da Nigéria afirmou nesta segunda-feira que o sequestro de uma menina britânica de 3 anos de idade não tinha relação com a luta armada deles e que a violência continuaria em meio à disputa pelo controle do combustível. Margaret Hill foi libertada no domingo à noite, após ficar quatro dias nas mãos de sequestradores desconhecidos. A menina foi tirada do carro em que era levada para a escola, no dia 5 de julho, em Port Harcourt, a principal cidade da região do delta do rio Níger, onde fica a maior parte dos poços de petróleo nigerianos. - Esse ato criminoso realizado contra uma menor de idade deve-se a criminosos comuns e, mesmo que tenham libertado a criança, prometo a vocês que a punição deles será algo indescritível - afirmou o Movimento para a Emancipação do Delta do Níger (Mend), um grupo rebelde que atua na região. - Esse incidente não muda nada na cabeça dos grupos realmente envolvidos na luta por controlar os recursos naturais do delta do Níger - disse um porta-voz do Mend cujo pseudônimo é Jomo Gbomo. O sequestro de estrangeiros adultos na região é tão frequente que raramente chega às manchetes dos jornais nigerianos. Mas o sequestro de Margaret Hill provocou indignação do governo e dos grupos armados. Cerca de 200 estrangeiros foram sequestrados no delta desde o início de 2006. Desses, ao menos 14 continuam no cativeiro. Empresas de segurança contratadas por petrolíferas disseram que outros dois estrangeiros tinham sido sequestrados no domingo. Segundo autoridades, esse ataque aconteceu, na verdade, em águas pertencentes a Camarões. Não foram divulgadas maiores informações e não foram confirmadas as nacionalidades dos reféns.
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