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Frederico Zartore, Agência JB RIO - Superação. Esta é a palavra chave que o treinador da seleção brasileira feminina de canoagem, Álvaro Koslowski, utiliza desde 2004 para levar a equipe que representará o país no Pan ao pódio e fazer história na modalidade, já que uma medalha seria inédita. Apesar de toda esta consciência, Koslowski garante que para obter sucesso nos objetivos traçados é preciso que as atletas trabalhem a superação pessoal. - Antes de pensar em medalha ou até mesmo na adversária, é preciso pensar em superar-se – conta o treinador, concentrado com a equipe no Rio desde maio para intensificar os treinamentos na Lagoa Rodrigo de Freitas, local da competição. Os resultados alcançados pela canoagem brasileira no cenário internacional nos últimos três anos mostram que a metodologia implantada vem dando certo. Prova disso é a canoísta Naiane Fragoso, eleita em 2006 pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) como a melhor atleta da canoagem velocidade. A gaúcha de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, sabe das possibilidades de conquistar a medalha. - Esse é o grande sonho. Desde 2004 trabalhamos para isto – avisa Naiane, que no sul-americano de Mar del Plata, em 2006, conquistou três medalhas de ouro (K4 1000m, K4 500m, K4 200m) e três de prata no individual (K1 1000m, K1 500m e K1 200m). Para a atleta, os treinos na Lagoa permitiram à equipe conhecer o local da competição e as características das raias onde ocorrerão as disputas. Segundo Naiane, isto será o diferencial nas provas, já que os desníveis de profundidade influenciam na maneira como as atletas precisam remar. – Já estamos familiarizadas com o percurso. Isso faz diferença, pois quanto mais raso, mais pesado fica o barco – finaliza a atleta, que vai competir no K1, K2 e K4, todos nos 500m.
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