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Agência ANSA CIDADE DO MÉXICO - Os mexicanos comemoraram hoje o centenário do nascimento da pintora Frida Kahlo, considerada um dos pilares da pintura do século XX em seu país. Militante comunista, a artista plástica nasceu em 6 de julho de 1907, motivo pelo qual são feitas várias atividades em sua homenagem este ano no México. Qualificada por seus admiradores como revolucionária, transgressora, otimista e sensível, Frida Kahlo tornou-se um ícone internacional. Seu nome era Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón e nasceu em 1907 no bairro de Coyoacán, no sul da Cidade do México. Filha do fotógrafo alemão Guilhermo Kahlo e de Matilde Calderón, a vida da pintora se passou em um momento crucial para o país, entre a revolução de 1910 e o surgimento do México moderno. Aos seis anos de idade teve poliomielite, doença que venceu apesar de ter ficado com uma seqüela permanente. Em seguida, Frida (cujo nome significa "paz" em alemão) ingressou na Preparatória Nacional do México como parte da primeira geração de 35 mulheres a entrar na instituição. Nessa etapa teve seu primeiro contato com aquele que seria seu grande amor, o pintor Diego Rivera, que trabalhava nos murais do edifício escolar. Mas Frida se apaixonou por Alejandro Gómez Arias, líder estudantil que foi seu primeiro noivo e que, em 17 de setembro de 1925, sofreu um acidente com ela quando ambos viajavam em um ônibus que se chocou com um bonde. Os ferimentos que Frida Kahlo sofreu foram graves, teve sérias fraturas na coluna, na perna direita e na pélvis e por isso teve que permanecer meses de cama. Praticamente imobilizada, Frida canalizou a raiva e a frustração através da pintura e decorou seus gessos com aquarelas, até que sua mãe mandou construir um cavalete especial para ela e instalou um espelho sobre sua cama para que pudesse pintar deitada. Anos mais tarde, Frida decidiu reencontrar-se com Diego Rivera, 21 anos mais velho do que ela: levou três de suas obras e as apresentou ao artista para pedir sua opinião. Foi ali que nasceu o vínculo amoroso, artístico e político entre os dois. O casal se casou em 21 de agosto de 1929, no que a mãe dela chamou de um matrimônio "entre um elefante e uma pomba". Ao lado de Diego, Frida foi adquirindo brilho próprio por seu trabalho possuir um estilo incomum para a época, principalmente para uma mulher. Dezenas de nomes do mundo artístico e intelectual estiveram ligados a Frida Kahlo durante este período: André Breton, Julián Levy, Leon Trotsky, Tina Modotti e David Alfaro Siqueiros. A primeira exposição da obra de Frida foi realizada em Nova York, em 1939, e em seguida viajou a Paris. Foi a primeira artista mexicana a expor no Museu do Louvre. No México, sua primeira exposição aconteceu em 1953. Em seus últimos anos, Frida se separou de Rivera e sofreu com o assassinato de Leon Trotsky, com quem manteve um romance. Sua saúde foi se debilitando e em 1953 uma gangrena levou à amputação de sua perna direita e, segundo seus biógrafos, aparentemente também seu desejo de viver. Frida Kahlo morreu em 13 de julho de 1954, aos 47 anos.
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