Índice de inflação dos EUA determina rumo dos negócios
SÃO PAULO, 29 de junho de 2007 - Dados de inflação dos Estados Unidos determina o rumo nos mercados financeiros ao redor do globo. O índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos EUA ganhou ainda mais importância após o comunicado do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA).

Na véspera, a autoridade monetária norte-americana pôs fim ao clima de expectativa e manteve a taxa básica de juros em 5,25% ao ano, mas reafirmou em seu comunicado que a inflação permanece como preocupação primária. "Ajustes futuros na política monetária dos EUA dependerão da evolução da perspectiva tanto para a inflação quanto para o crescimento econômico", frisou o documento.

Segundo o Departamento de Comércio, o PCE avançou 0,1% entre abril e maio, em linha com as expectativas. Em termos anuais, o índice teve alta de 1,9% em maio - menor leitura desde março de 2004, indicando que o esforço do Fed para combater as pressões sobre os preços está progredindo. Os gastos dos americanos subiram 0,5% no mês passado, a mesma taxa do mês anterior. A renda, por sua vez, aumentou 0,4%, depois de cair 0,2% em abril.

Por ser o último dia do mês e primeiro o primeiro do segundo semestre, analistas esperam por movimentos mais fortes de ajustes das carteiras nos principais ativos internacionais e locais. Por aqui, a pressão das tesourarias sobre o câmbio para a formação da Ptax (média oficial do dólar) deve adicionar ainda mais volatilidade aos negócios, principalmente na primeira etapa do dia. A taxa de hoje servirá de base para a liquidação dos contratos de dólar na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) e também para a rolagem de cerca de US$ 1,5 bilhão em swap cambial reverso.

Instantes atrás, o dólar caía 0,16%, a R$ 1,918 na compra e R$ 1,919 na venda.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)

[ 10:26 ]   29/06/2007