Relatório de Inflação contribui para recuo nas taxas
SÃO PAULO, 28 de junho de 2007 - A divulgação do relatório de inflação referente ao segundo trimestre do ano contribuiu para o recuo nas projeções de juros no mercado futuro, pois mostrou um cenário otimista para à inflação brasileira. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) as projeções de juros dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) sinalizaram recuo durante todo o dia. O DI com vencimento em janeiro de 2010, o mais líquido, apontava juro anual de 10,63%, contra 10,68% ao ano do ajuste anterior.

De acordo com o relatório de inflação, as estimativas foram reduzidas e permanecem dentro da meta estabelecida pelo governo. O Banco Central (BC) prevê que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) tenha uma alta de 3,5% no ano, número menor que os 3,8% da última projeção, divulgada em março. Para 2008, a expectativa é de uma alta de 4,1%, ante 4,4% no estudo anterior.

Neste cenário mais tranqüilo, os investidores receberam o resultado do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) que subiu 0,26%, em junho, taxa superior à registrada em maio, com alta de 0,04%.

No front externo, Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), manteve a taxa de juro daquele país em 5,25% ao ano, correspondendo às expectativas de muitos agentes financeiros. No comunicado o Fed ressalta que as leituras do núcleo da inflação melhoraram de forma modesta nos últimos meses. No entanto, uma moderação sustentada nas pressões inflacionarias ainda tem de ser demonstrada de modo convincente. Além disso, o alto nível de utilização de recursos tem potencial para sustentar essas pressões.

Nessas circunstâncias, a preocupação predominante do comitê continua a ser o risco de que a inflação não fique moderada como esperado. Os ajustes futuros dependerão da evolução do cenário tanto para a inflação como para o crescimento econômico, conforme os dados que forem recebidos.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)

[ 16:33 ]   28/06/2007