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REUTERS SÃO PAULO - Crescimento em alta e inflação em baixa. Esse é o cenário traçado pelo Banco Central para a economia brasileira em 2007, de acordo com as projeções incluídas no relatório trimestral de inflação divulgado nesta quinta-feira. Pelos cálculos do BC, a economia crescerá 4,7% neste ano, uma taxa superior à estimada pelo próprio Banco Central em março, quando projetava expansão de 4,1% para o Produto Interno Bruto (PIB). Ao mesmo tempo em que se espera uma taxa de crescimento mais robusta, o BC indica que a inflação deve seguir em queda. No cenário de referência da instituição, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve subir 3,5% em 2007, ante projeção anterior de 3,8%. Para 2008, a estimativa é de uma alta de 4,1%, ante 4,4% em março. - Esse movimento ocorre a despeito da redução de 75 pontos base na taxa Selic desde março de 2007 e, em grande parte, resulta da revisão das projeções para a variação dos preços administrados em 2007 e em 2008, bem como da apreciação da taxa de câmbio verificada desde março - afirmou o BC no relatório. Para Alexandre Lintz, estrategista-chefe do BNP Paribas, o relatório indica que tanto o índice cheio de inflação quanto o núcleo seguem uma dinâmica benigna. - O relatório reforçou que a utilização da capacidade está subindo, mas o ritmo forte dos investimentos fixos e as importações mantêm o 'gap' da produção balanceado - acrescentou em nota. A estimativa do BC para o crescimento da formação bruta de capital fixo --uma medida de investimentos no país-- foi elevada para 8,5 por cento, ante 7,1 por cento. - Esse aumento reflete, principalmente, a aceleração registrada nos investimentos durante o primeiro trimestre do ano, e mostra-se coerente tanto com a elevação do otimismo dos empresários, quanto com a redução observada nos custos de investimentos - afirmou o BC no relatório. Considerando a trajetória estimada pelo mercado para juro e câmbio, o BC projeta uma inflação de 3,5% em 2007 e de 4,6% em 2008. No relatório de março, as projeções considerando as estimativas do mercado apontavam para altas de 4% e 5%, respectivamente. - Contribuiu para esse deslocamento o recuo nas expectativas de depreciação do câmbio nominal ao longo do horizonte de projeção considerado - afirmou o BC.
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