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SÃO PAULO, 27 de junho de 2007 - A maior aversão ao risco, ilustrada pela ampliação da demanda por títulos públicos dos Estados Unidos, faz a taxa dos países emergentes disparar. Há pouco, a taxa brasileira, uma espécie de termômetro que mede a confiança do investidor estrangeiro no País, subia três pontos, para 160 pontos-base, mas já chegou a atingir os 164 pontos na máxima e 158 na mínima do dia. O risco da Argentina subia oito pontos, situando-se aos 320 pontos e o da Turquia seis pontos, aos 193 pontos. O Embi+ geral, calculado pelo JP Morgan, marcava 173 pontos. As preocupações com a economia norte-americana são reflexo das visões descompassadas entre o Fed, banco central dos EUA, e o mercado, ora focado na inflação, ora na atividade. Por isso, o mercado aguarda com ansiedade a conclusão da reunião do Fed, amanhã, não pelo resultado, que deve ser a manutenção dos juros atuais em 5,25% ao ano, mas sim, pelo comunicado, que poderá trazer sinais mais claro sobre a real condição econômica dos EUA. Além disso, os temores de que a crise no mercado de empréstimos imobiliários de risco dos Estados Unidos, e com os fundos de hedge, possa trazer prejuízos à economia como um todo, vêm contaminando o desempenho dos ativos ao redor do mundo. "As incertezas externas estão fazendo com que os investimentos nos mercados emergentes, como no Brasil, sejam absorvidos pelos treasuries", disse Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Liquidez. Nos EUA, os preços dos títulos do Tesouro sobem em movimento contrário aos seus rendimentos, sinalizando uma maior demanda por "um porto seguro". Instantes atrás, o juro dos bônus de 10 anos, usado como referencial, cedia a 5,049%, anuais. No mercado secundário de títulos soberanos, o Global 40, mais líquido, estabilizava-se a 131,125% do seu valor de face, enquanto que o A-Bond, segundo mais negociado, subia 0,68%, a 110,5% de seu valor de face. (Simone e Silva Bernardino - InvestNews)
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