Boicote de acadêmicos britânicos a Israel irrita Congresso dos EUA

Agência AFP

WASHINGTON - Legisladores americanos condenaram nesta terça-feira uma polêmica convocação por parte de acadêmicos britânicos para boicotar as universidades israelenses, devido à grave situação dos palestinos.

A Comissão de Relações Exteriores da Câmara de Representantes emitiu uma resolução contra a convocação de boicote feita no mês passado pela University and College Union (UCU), o sindicato de acadêmicos mais poderoso da Grã-Bretanha.

A resolução, que está pronta e será adotada por esmagadora maioria na Câmara, considera que a campanha liderada pela UCU contra Israel foi "perturbadora e alarmante".

O texto pede ainda à comunidade acadêmica, à União Européia e aos governos que "reafirmem seu compromisso com a liberdade acadêmica e cultural e com o intercâmbio científico internacional".

Se for adotada por todos os membros da UCU, a iniciativa de boicote terá como conseqüência o fato de que os acadêmicos britânicos não escreverão mais para as publicações de universidades israelenses e se negarão a viajar a Israel para dar conferências.

A votação foi condenada pelos governos britânico e israelense, assim como por mais de 250 acadêmicos britânicos. Neste mês, o grupo publicou um anúncio de página inteira sobre o assunto no jornal inglês "The Times" que dizia: "Ruim para a Grã-Bretanha. Ruim para a liberdade acadêmica. Ruim para a paz".

[ 21:12 ]   26/06/2007