Dólar se ajusta e cede 0,26% no final da manhã
SÃO PAULO, 26 de junho de 2007 - Ajustando-se à valorização das duas últimas sessões, quando subiu 1,8%, o dólar operou em queda nesta manhã, chegando a ceder 0,56%. No final do período, a moeda estrangeira cedeu 0,26%, cotada a R$ 1,946 na compra e R$ 1,947 na venda.

A apresentação de dados do mercado imobiliário norte-americano, a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) e os números das contas externas brasileiras dividiu o foco dos investidores. Mas o câmbio segue, segundo profissionais, atrelado ao humor dos mercados internacionais. Lá fora, as bolsas sobem e retorno dos treasuries também, com o bônus de dez anos projetando taxa de 5,101% anuais.

Nos EUA, o Departamento de Comércio reportou que as vendas de casas novas caíram 1,6% em maio, para uma taxa anualizada de 915 mil unidades, na comparação com um mês antes. Já, os consumidores estão menos confiantes na economia norte-americana, conforme o Conference Board.

Por aqui, em destaque os dados do setor externo. Segundo o Banco Central (BC), a entrada de investimentos estrangeiros diretos (IED) no País somou US$ 3,471 bilhões em abril, maior montante da história. Em maio, até o dia 25, os ingressos totalizaram US$ 250 milhões. No ano, o IED já soma US$ 10,049 bilhões e o seu bom comportamento nos quatro primeiros meses de 2007 fez a autoridade monetária rever para cima a projeção para este ano em US$ 5 bilhões. A previsão anterior era de US$ 20 bilhões.

O BC informou ainda que comprou US$ 11 bilhões no mercado à vista de câmbio em abril - maior volume já registrado em um único mês. No ano, as compras somam US$ 32,9 bilhões.

Cautela e volatilidade seguem presentes nos mercados. Para especialistas, as incertezas tendem a continuar até pelo menos quinta-feira, quando finalmente o Fomc - Comitê Federal para o Mercado Aberto - anuncia sua decisão sobre a taxa básica de juros. Como o consenso aponta para manutenção dos juros nos atuais 5,25% ao ano, as atenções estarão voltadas, em particular, para o comunicado - expectativa sobre o atual cenário econômico. Este documento poderá derrubar ou animar os ativos ao redor do mundo, conforme seu teor.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)

[ 13:33 ]   26/06/2007