Inaugurado novo museu de arte contemporânea de Lisboa

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LISBOA - O novo museu de arte contemporânea de Lisboa foi aberto nesta semana em meio a aplausos e à satisfação dos portugueses com o fato de sua capital finalmente possuir um espaço artístico capaz de rivalizar com qualquer outra das atrações culturais européias. A exposição permanente consiste de 862 peças pertencentes à vasta coleção particular do investidor local Joe Berardo e inclui obras de artistas como Pablo Picasso, Jackson Pollock, Salvador Dali e Roy Lichstentein, além da artista portuguesa Paula Rego.

- Com esta exposição permanente, o país se enriquece e Lisboa se torna uma cidade melhor - disse o primeiro-ministro José Sócrates ao entrar no museu na noite de segunda-feira. - No passado, o percurso europeu da arte moderna terminava em Madri. Hoje, começa aqui em Lisboa.

A casa de leilões Christie's, de Londres, avaliou as obras expostas em cerca de 316 milhões de euros (425,3 milhões de dólares). Merecem atenção especial duas pinturas de forma piramidal de Picasso, de 1929 -- 'Femme dans un fauteuil rouge' e 'Femme dans un fauteuil' -, que representam um sumário de obras violentas dos anos anteriores e valem cerca de 36 milhões de euros. A exposição será abrigada no Centro Cultural Belém, no centro de Lisboa, com vista para o rio Tejo.

- O Centro Cultural Belém é um espaço ideal em Lisboa para expor uma coleção de arte contemporânea dessa qualidade - disse a curadora Rita Lougares.

A coleção, que é digna do Tate Modern, em Londres, ou do Centro Pompidou, em Paris, é a primeira de seu tipo em Portugal e vai injetar no país uma dose muito necessária de entretenimento cultural do tipo de que outros países europeus já dispõem há anos. Mas o museu só foi possível graças à formação de uma parceria público-privada entre Berardo, de 62 anos, e o governo português, após dez anos de negociações.

Pelos termos do acordo de parceria, o Estado português vai arcar com os custos da exposição da coleção de Berardo e tem a opção de comprar a coleção inteira por 316 milhões até o ano 2016.

- Esta é uma oportunidade para artistas portugueses serem expostos no mesmo palco que outros artistas internacionais - disse a curadora, para quem o museu também vai ajudar a fazer uma ponte entre os artistas locais e o resto do mundo.

[ 11:39 ]   26/06/2007