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SÃO PAULO, 26 de junho de 2007 - O spread bancário - diferença entre as taxas pagas pelos bancos para adquirir recursos e as que eles cobram de seus clientes - caiu de 26,5 pontos percentuais em março para 26,4 pontos percentuais em abril.
De acordo com o relatório sobre política monetária e operações de crédito, este valor é o menor desde julho de 2001, quando o spread chegou a 25,3 pontos percentuais.
Para o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes, no entanto, o movimento de queda ainda é lento.
"As empresas de maior porte começaram a buscar alternativas no mercado de capitais e saindo do sistema financeiro. E há mais e mais empresas de pequeno e médio porte vindo buscar recursos financeiros. Elas não têm ainda um histórico, isso demanda mais recursos na gestão dessa carteira e isso faz com que o spread não caia de forma acelerada", justificou.
Ele reconheceu, porém que o spread da pessoa física, de 37,6 pontos percentuais, já é o mais baixo da série histórica, iniciada em 1994.
"Isso se dá porque nós tivemos uma migração muito forte de crédito de taxas mais elevadas para créditos e spread mais baixos", comentou, citando como exemplo, a troca que os clientes fizeram do cheque especial pelo crédito consignado.
(Redação - InvestNews)
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