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Agência EFE QUITO - Os parentes de José Marcos Quezada, um equatoriano que foi morto a tiros na quinta-feira, no departamento de Putumayo, na Colômbia, na fronteira com o Equador, acusaram o Exército colombiano de assassinato. - Responsabilizamos diretamente o Exército colombiano por esse assassinato - disse David Quezada, irmão do morto, em declarações divulgadas nesta segunda-feira pela rede de televisão equatoriana Ecuavisa. Quezada pediu ao Governo colombiano que controle a situação para que não se repitam crimes assim. Tanto os parentes de Quezada quanto habitantes do lado equatoriano da fronteira apontaram os militares colombianos como supostos autores das mortes. Eles disseram que o equatoriano e mais três colombianos, que também foram mortos, estavam semeando milho. Os soldados chegaram e balearam o grupo, perto do rio San Miguel. Grupos guerrilheiros e de narcotraficantes costumam atuar na região, cenário de vários atos violentos nos quais morreram muitos civis equatorianos. Boa parte das mortes é atribuída aos militares colombianos. A embaixada da Colômbia em Quito afirmou que espera um pronunciamento do Exército sobre o caso. A Chancelaria e o Ministério da Defesa do Equador não se manifestaram sobre o incidente.
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