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Agência JB RIO - A Direção Nacional do P-SOL decidiu, neste fim de semana, ingressar com uma representação contra o senador e ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB). O presidente do partido no DF, Antônio Carlos de Andrade, disse que o objetivo da medida é apurar o suposto envolvimento do parlamentar com desvios de recursos do Banco de Brasília (BRB). Gravações feitas pela Polícia Civil, com autorização judicial, foram divulgadas no fim de semana, com diálogos entre Roriz e o ex-presidente do banco, Tarcísio Franklin de Moura, onde combinavam o local de entrega de R$ 2,2 milhões. Segundo o senador, parte destes recursos - R$ 300 mil - foi um empréstimo feito junto ao empresário Nenê Constantino para o pagamento de uma novilha Independente da representação do P-SOL para avaliar se houve ou não quebra de decoro parlamentar, caberá ao corregedor geral do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), fazer uma investigação das denúncias. Esta apuração preliminar do episódio foi defendida por aliados do senador e pela oposição. O líder do PMDB, Valdir Raupp (RO), qualificou como 'grave' as denúncias contra o ex-governador e recomendou que ele apresente sua defesa aos senadores. - Não vejo necessidade de processo disciplinar no Conselho de Ética. O senador Roriz deve dar explicações em 24 horas - afirmou. Já o líder do Democratas (DEM), José Agripino Maia (RN), disse que há uma acusação e se faz necessário que o senador apresente sua defesa antes de o Senado tomar qualquer atitude. Acrescentou que esta defesa tem que ser feita 'com brevidade' para que a instituição possa se manifestar 'pelos instrumentos que a Casa julgar mais conveniente a começar pela Corregedoria'.
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