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Agência Brasil BRASÍLIA - O presidente e o relator da CPI do Apagão Aéreo na Câmara dos Deputados, Marcelo Castro (PMDB-PI) e Marco Maia (PT-RS), respectivamente, reuniram-se nesta sexta-feira com o ministro da Defesa, Waldir Pires, para tratar da crise aérea. Eles se ofereceram para mediar as conversas entre os controladores de vôo e a Aeronáutica. Na avaliação deles, foi quebrada a confiança entre as partes. Desde terça-feira, os vôos nos aeroportos de todo o país estão atrasados. Dois controladores de vôo já foram presos por fazer declarações à imprensa. Após as prisões, a Aeronáutica impediu a reunião do presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, com os controladores. - Agora temos um problema emergencial, que na minha avaliação está relacionado a questões de relacionamento entre a Aeronáutica e os controladores. Acredito que esse problema tem que ser resolvido com diálogo - afirmou Marco Maia. - O que estamos vivendo hoje são momentos de exagero. A negociação e o diálogo, na minha avaliação, são os primeiros instrumentos a serem usados. Qualquer outra medida só se justifica quando não há essa possibilidade - disse o presidente da CPI. Marcelo Castro afirmou que os salários dos controladores são baixos e que é difícil mudar isso por causa da hierarquia. Como são sargentos, eles não podem ganhar mais que militares de patente superior. - Como um sargento pode ganhar mais do que um tenente ou coronel? Isso tem a ver com a disciplina e hierarquia militar. O presidente da CPI acha que os equipamentos usados no controle de tráfego aéreo não têm culpa na crise. - Nossa percepção é de que na parte de equipamentos, estamos bem servidos. Temos 100% de cobertura de radar.
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