UE diz à Polônia para deixar guerra de lado em debate da reforma

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BRUXELAS - Não mencionar a guerra. Esta foi a mensagem que os líderes da União Euroéia (UE) deram à Polônia na quinta-feira, quando chegaram para uma cúpula sobre a divisão de poder dentro do bloco europeu.

- A idéia de basear a votação de hoje sobre direitos de voto... na Segunda Guerra Mundial é absurda - disse a repórteres o primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen.

Ele respondia a comentários do premiê polonês, Jaroslaw Kaczynski, segundo o qual a Polônia merecia maior poder de voto na UE porque sua população havia sido dizimada pela Alemanha nazista e deveria ser muito maior que os atuais 38 milhões.

- Exigimos somente uma coisa: que tenhamos de volta o que nos foi tirado. Se a Polônia não tivesse vivido os anos de 1939-45, a Polônia hoje seria um país de 65 milhões de pessoas - disse Kaczynski durante uma entrevista de rádio nesta semana.

A Polônia está isolada na defesa da retomada do chamado sistema de maioria dupla para a reforma das instituições da UE.

Pelo sistema, 55% dos países-membros representando 65% da população da UE seriam necessários para aprovar uma decisão.

Varsóvia diz que isso dá poder demais aos países maiores, especialmente à Alemanha, em detrimento da Polônia.

[ 14:22 ]   21/06/2007