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SÃO PAULO, 18 de junho de 2007 - A invasão dos chineses na 59ª edição da Feira Internacional da Indústria Têxtil (Fenit), que acontece entre os dias 26 e 29 de junho, em São Paulo, também tem aspectos positivos. De acordo com o presidente da Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), Roberto Chadad, muitas empresas brasileiras são compradores de tecidos da China. 'A presença maciça deles (chineses) na feira vai facilitar para muitos fabricantes', afirma. 'A edição deste ano tende a ser melhor do que a do ano passado.'
E o futuro da indústria têxtil e de confecções parece estar mesmo retomando o crescimento. Chadad vê um futuro positivo para o setor. Segundo ele, o pacote de medidas anunciadas recentemente pelo Governo Federal, que libera linhas de crédito para micro e pequenos empresários comprarem máquinas e equipamentos, será muito importante para o retorno do crescimento.
Mas ainda há dificuldades. O presidente da entidade diz que a carga tributária é a principal barreira do segmento. 'Quem fatura mais deveria pagar mais impostos. E não quem tem mais funcionários.' Ele diz que o atual sistema de arrecadação do governo é injusto com os micro e pequenos empresários, que representam 98% do setor. 'Há marcas que tem um faturamento muito alto e por não terem fabricas não pagam impostos. Já os pequenos fabricantes, que têm muitos funcionários, pagam muitos tributos e o faturamento e o preço final no varejo não se equivale ao das marcas renomadas.'
De acordo com dados da Abravest, o setor têxtil e de vestuário emprega atualmente 1,05 milhão de pessoas em mais de 19 mil empresas. O faturamento do segmento é em torno de US$ 20 bilhões, segundo a entidade.
(Sérgio Toledo - InvestNews) |