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Agência EFE TÓQUIO - Os quatro desertores norte-coreanos que chegaram de barco à costa japonesa no dia 2 de junho foram levados neste sábado à Coréia do Sul, como pretendiam, depois de as autoridades sul-coreanas aceitarem acolher o grupo. Os norte-coreanos são um casal de entre 50 e 60 anos e seus dois filhos, de entre 20 e 30 anos. Eles aterrissaram no aeroporto internacional de Incheon, nos arredores da capital sul-coreana, às 11h50 (23h50 de sexta-feira, em Brasília), num vôo procedente de Tóquio. É a primeira vez que o Governo japonês envia foragidos do regime norte-coreano a um terceiro país desde que entrou em vigor a lei que regulamenta a situação, em junho de 2006, informou a agência "Kyodo'. A família norte-coreana tinha comentado em várias ocasiões às autoridades japonesas que fugiu da Coréia do Norte porque o país "não respeita os direitos humanos' e que sua intenção era ir para a Coréia do Sul. Os desertores foram recebidos pelo pessoal da embaixada sul-coreana em Tóquio na terça-feira. Após sua chegada à costa da província de Aomori, no norte do Japão, a família passou quatro dias sob custódia da Polícia. Depois, foi levada ao centro de imigração de Ushiku, na província de Ibaraki, para tramitar sua permissão de entrada temporária no Japão. Na terça-feira, o Ministério da Justiça japonês emitiu a autorização de estadia temporária para os quatro norte-coreanos, argumentando que era 'altamente provável' que sua situação se enquadrasse na categoria de refugiados, segundo a 'Kyodo'. A Polícia suspendeu o inquérito sobre um dos filhos, por posse de uma pequena quantidade de anfetaminas. As autoridades japonesas acreditam que os quatro desertores viviam relativamente bem na Coréia do Norte e aparentemente tinham acesso a dispositivos para obter informação do que acontece além das fronteiras do regime comunista. Atualmente, o Japão mantém a proibição de entrada em portos japoneses para navios com bandeira norte-coreana, como parte das sanções impostas devido ao teste nueclear da Coréia do Norte, em outubro de 2006.
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