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Agência EFE AUSTRÁLIA - O Exército de Fiji acusou nesta sexta-feira a Nova Zelândia de apoiar um plano para derrubar o Governo militar fijiano, agravando as tensões diplomáticas que surgiram na última quinta-feira com a expulsão do Alto Comissário neozelandês, Michael Green, informou a imprensa australiana. O líder militar fijiano, Pita Driti, afirmou que o plano, previsto para abril, tinha como objetivo derrubar o Governo do primeiro-ministro Frank Bainimarama. A tentativa teve a participação de vários países, acrescentou. Bainimarama se autoproclamou primeiro-ministro após tomar o poder, em dezembro de 2006, com um golpe de Estado que derrubou Laisenia Qarase. A Nova Zelândia anunciou na última quinta-feira que tomará uma ação severa contra Fiji em represália pela medida contra Green, supostamente expulso por causa das suas críticas ao Governo militar. O Governo neozelandês recomendou à população que não viaje para Fiji. A primeira-ministra neozelandesa, Helen Clark, se reunirá nesta sexta-feira em Sydney com seu colega australiano, John Howard. Ela deverá propor à Austrália a adoção de medidas conjuntas contra o Governo fijiano. Além de expulsar Green, as autoridades fijianas detiveram ontem à noite Michael Field, jornalista neozelandês da companhia Fairfax, enviado para cobrir a crise diplomática. O Governo de Suva também avisou que deportará dois policiais enviados de Wellington para proteger o Alto Comissário expulso.
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