Policial é baleado na Vila Cruzeiro e PM procura corpos de bandidos

Agência JB

RIO - O cabo da PM Luis Cláudio da Silva Miranda, de 30 anos, lotado no 16º BPM (Olaria) deu entrada, agora a pouco, no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, Zona Norte do Rio. Ele foi atingido nas duas pernas por um tiro de fuzil, durante um tiroteio entre policiais e traficantes do Morro da Chatuba, no complexo de favelas da Vila Cruzeiro, na Penha, Zona Norte do Rio. O militar foi medicado no Hospital Getúlio Vargas (HGV), também na Penha, e transferido para o Hospital Central da PM, no Estácio.

Na tarde desta quinta-feira, os policiais tentaram chegar na localidade conhecida como Caracol, no alto da Chatuba. Haviam informações de que os bandidos conhecidos como Roni, Cabana e Nego Bom teriam sido mortos durante confronto com o Batalhão de Operações Especiais (Bope). Os traficantes estavam resistindo a entrada da polícia, que pretendia resgatar os corpos, e fortes tiroteios foram travados.

Na manhã desta quinta-feira, Gabriele da Silva Ribeiro, de nove anos, que estava com uniforme de escola, foi baleada na perna, na Rua Aymoré, também na Favela da Chatuba. O catador de lixo Ronaldo Ferreira da Silva, de 30 anos, foi ferido no peito, na mesma comunidade. As vítimas foram levadas para o HGV, na Penha. A criança passou pelo setor de Raio-X e está sendo medicada. Ronaldo passou por uma drenagem e seu estado de saúde é estável.

Por volta das 13h, veículos blindado do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM , conhecido como Caveirão, chegou ao HGV com um homem ainda não identificado, baleado com dois tiros no peito. A vítima não resistiu e morreu pouco depois. De acordo com a polícia, ele tinha envolvimento com o tráfico de drogas.

Desde o início da ocupação da Polícia Militar na região dos complexos do Alemão e de Vila Cruzeiro, no dia 2 de maio, 67 pessoas ficaram feridas por balas perdidas e 1outras 18 morreram.

Nesta quarta-feira, 140 agentes da Força Nacional e 250 da Polícia Militar, de 17 batalhões, iniciaram uma nova operação, chamada Cerco Amplo, com o objetivo de cumprir mandados de prisão, de busca e apreenção, desocupar moradias irregulares, rebocar veículos abandonados e recuperar veículos roubados. Os agentes revistaram pessoas que entravam e que saíam das comunidades, mas ninguém foi preso.

Desde o início da manhã de hoje, ocorrem trocas de tiros entre traficantes e homens da Força Nacional de Segurança. Bandidos também foram vistos exibindo fuzis próximo aos locais onde os policiais estão baseados. Todos os acessos às favelas seguem ocupados.

O Batalhão de Operações Especiais (Bope) também dá reforço à operação, coordenada pelo sub-secretário operacional Mário Sérgio Duarte. Aproximadamente 20 comunidades estão sendo vigiadas.

[ 3:40:00 PM ]   14/06/2007