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Agência EFE CAIRO - O Egito e a Jordânia pediram nesta terça-feira o fim das hostilidades entre os palestinos para facilitar o início de um processo para a obtenção da paz árabe-israelense, informou a agência oficial de notícias egípcia 'Mena'. Este pedido foi realizado durante uma reunião entre o presidente egípcio, Hosni Mubarak, e o rei Abdullah II da Jordânia, que fez nesta terça-feira uma visita de várias horas ao Cairo. As conversas entre os dois dirigentes se concentraram no conflito do Oriente Médio e na situação no Líbano e no Iraque, explicou o ministro de Exteriores egípcio, Ahmed Aboul Gheit, em entrevista coletiva conjunta com o chanceler jordaniano, Abdel Elah al-Khatib. A visita de Abdullah II ao Egito faz parte da cooperação entre os dois países para tentar ativar a iniciativa árabe de paz e facilitar o início das negociações diretas com Israel, como encarregou à Liga Árabe em abril. Esta iniciativa - lançada em 2002, em Beirute, e adotada novamente na cúpula árabe de Riad, em março - propõe a normalização das relações do mundo árabe com Israel em troca da retirada israelense dos territórios ocupados desde a Guerra dos Seis Dias (1967): Cisjordânia, Gaza, Jerusalém Oriental e as Colinas de Golã. Nas reuniões desta terça-feira, o Egito e a Jordânia pediram que Israel desbloqueie os fundos palestinos para que as Autoridade Nacional Palestina (ANP) possa enfrentar a difícil situação econômica pela qual atravessam os territórios palestinos, explicou Khatib. Quanto à participação das partes palestina e israelense na reunião do Quarteto de Madri - Estados Unidos, União Européia, ONU e Rússia -, que está prevista para 26 de junho no Cairo, Gheit afirmou que esta ainda não foi confirmada.
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