Farc negam ter negociado com França libertação de Rodrigo Granda

Agência EFE

COLÔMBIA - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) negaram ter negociado com a França a libertação do seu chanceler, Rodrigo Granda, e insistiram na desmilitarização dos municípios de Pradero e Florida para conversar sobre uma troca humanitária com o Governo colombiano.

O jornalista independente Lázaro Vivero disse à Rádio Caracol ter entrevistado Luis Edgar Devia, membro do Secretariado do Estado-Maior Central (cúpula) das Farc. O líder rebelde garantiu a ele que o grupo não negociou com o Governo da França a saída da prisão de Granda.

Vivero, que foi assessor para a paz no Governo do presidente Andrés Pastrana (1998-2002), acrescentou que segundo Devia, conhecido como Raúl Reyes, as Farc escolheram há muito tempo três nomes para discutir o tema da possível troca entre guerrilheiros presos e reféns. Eles são Fabián Ramírez, Felipe Rincón e Carlos Antonio Lozada.

As declarações levam à conclusão de que Granda, libertado por uma decisão unilateral do presidente colombiano, Álvaro Uribe, não teria o aval para negociar o intercâmbio.

Segundo Vivero, Reyes enfatizou que só haverá encontros com representantes do Governo nas localidades de Pradero e Florida, no departamento do Valle del Cauca (sudoeste), que antes devem ser desmilitarizadas.

Reyes também comentou a situação do menino Emmanuel, filho da ex-candidata à Vice-Presidência Clara Rojas, que está em poder das Farc há mais de cinco anos. O chefe rebelde lamentou a situação da criança nascida em cativeiro, mas disse que muitas outras vivem no mesmo estado e citou como exemplo os filhos das guerrilheiras presas.

Em contatos com a imprensa, Granda agradeceu ao presidente da França, Nicolas Sarkozy, pelas gestões pela paz na Colômbia.

[ 01:16 ]   12/06/2007