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Renato Grandelle e Marcello Victor, Agência JB RIO - Teve início nesta noite, no Quartel General da PM, no Centro do Rio, uma reunião do Gabinete de Soluções, formado por representantes da prefeitura e do governo do Rio de Janeiro, além da Polícia Militar, para definir quando serão reiniciadas as aulas no complexo de favelas da Vila Cruzeiro, na Penha, Zona Norte do Rio, e como serão repostos os dias parados. Cerca de 5 mil alunos de quatro escolas, três creches e um CIEP estão sem estudar desde o dia 2 de maio, quando a PM iniciou operações no local para tentar prender os assassinos de dois policiais militares, em Oswaldo Cruz, também na Zona Norte. O secretário de Assistência Social do município, Marcelo Garcia, a secretaria municipal de Educação, Sonia Mograbi, lideranças comunitárias e professores participam da reunião. A secretária estadual de Ação Social, Benedita da Silva, enviou um representante. O comandante-geral da PM, coronel Ubiratan Ângelo, está sendo aguardado. A princípio, os quase cinco mil alunos serão colocados no CIEP Gregório Bezerra, na Penha, que não interrompeu suas atividades. A unidade já possui 800 alunos matriculados e não passou por reformas estruturais para receber os novos estudantes. Segundo Marcelo Garcia, serão colocadas divisórias nas salas de aula para aumentar o número delas. No final da tarde, terminou a intervenção cirúrgica a qual foi submetido o soldado da PM Luis Cláudio de Souza Corso, de 32 anos, no Hospital Getúlio Vargas, na Penha. Segundo a assessoria de Comunicação da Secretaria Estadual de Saúde, a operação, que durou cerca de cinco horas, ocorreu com sucesso e o estado de saúde do policial militar é estável. Luis Cláudio foi atingido com um tiro de fuzil em uma das pernas, durante intenso confronto armado, na manhã desta segunda-feira, com bandidos do Morro da Chatuba, na Rua Cajá, no Complexo da Vila Cruzeiro, na Penha. O projétil, no entanto, transpassou e atingiu a outra perna do policial. O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Ubiratan Ângelo, que chegava ao local para participar de uma reunião na região do Complexo do Alemão, também foi recebido a tiros. O comandante se reuniu com o secretário de Assistência Social do município, Marcelo Garcia, e com diretores de escolas da região. O encontro, que aconteceu no Centro de Referência de Assistência Social (Creas), na Rua Taperoá, 308, no Morro do Caracol, na Penha, tinha como objetivo encontrar uma solução para a volta das aulas na região. Enquanto ocorria o encontro, o soldado Luiz Cláudio foi baleado. O veículo blindado da PM, o chamado "Caveirão" foi chamado para que o PM ferido fosse resgatado do interior da favela.
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