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Agência EFE NOVA YORK - O déficit do comércio de bens e serviços dos Estados Unidos caiu 6,2% em abril e ficou em US$ 58,5 bilhões, o menor em seis meses, apesar de os preços do petróleo importado terem alcançado o maior nível desde setembro, informou o Governo americano nesta sexta-feira. Nos primeiros quatro meses de 2007, o déficit comercial chegou a US$ 235,284 bilhões, comparado a um desequilíbrio de US$ 252,049 bilhões no mesmo período do ano passado. A redução do déficit surpreendeu a maioria dos analistas que, após um saldo negativo de US$ 62,390 bilhões em março - o maior desde setembro - calcularam que o de abril seria de US$ 63,5 bilhões. A balança comercial dá sinais de que vai melhorar cada vez mais e os analistas acreditam que o comércio exterior contribuirá para um maior ritmo de crescimento da economia americana no segundo trimestre. Desde o início de 2006, o dólar caiu 6,4% em relação às moedas de seus principais parceiros e concorrentes. Combinado com a expansão das economias na Europa e na Ásia, isso aumentou a demanda por produtos fabricados nos EUA. O déficit comercial mensal diminuiu um pouco a cada mês desde a cifra sem precedentes de US$ 67,606 bilhões, atingida em agosto. Em abril as exportações de bens e serviços americanos aumentaram 0,2% e alcançaram US$ 129,486 bilhões. No mês anterior, as vendas para o exterior chegaram a US$ 129,239 bilhões. Já o valor das importações caiu quase 1,9%, da marca de US$ 191,629 bilhões em março para US$ 187,981 bilhões em abril. A recuperação da balança comercial levou alguns analistas a calcularem que o ritmo anual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA entre abril e junho será de 2,6%, o dobro do 1,3% registrado no primeiro trimestre. O impacto da diminuição da demanda por combustíveis em abril foi notável: embora o preço do petróleo importado tenha subido para US$ 57,28 por barril - o maior desde setembro -, a fatura mensal pela matéria-prima despencou de US$ 25 bilhões em março para US$ 4,9 bilhões em abril. O relatório do Governo mostrou que o superávit dos países da América Latina e do Caribe no comércio com os EUA registrou queda de 14,2% em abril e ficou em US$ 7,822 bilhões. No primeiro quadrimestre deste ano, a região acumulou superávit de US$ 39,523 bilhões, mais que os US$ 35,967 bilhões do período janeiro-abril de 2006. O superávit dos países da União Européia (UE) no comércio de bens com os EUA subiu 17,1% em abril e somou US$ 9,04 bilhões. Nos quatro primeiros meses de 2007 a UE acumulou superávit de US$ 39,624 bilhões, acima dos US$ 37,166 bilhões do mesmo período de 2006. Os países da UE contabilizam pouco mais de 12% do déficit no comércio exterior americano, que entre janeiro e março somou US$ 243,925 bilhões. O superávit dos países do Leste Asiático no comércio com os Estados Unidos aumentou 10,2% em abril, registrando US$ 28,896 bilhões, acrescentou o Departamento de Comércio. No primeiro quadrimestre de 2007, a região acumulou um superávit de US$ 114,526 bilhões com os EUA, frente aos US$ 106,098 bilhões do período janeiro-abril de 2006. Os países do Leste Asiático representam quase 47% do déficit no comércio exterior dos EUA.
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