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Agência EFE SAN JOSE - O presidente da Costa Rica, Oscar Arias Sanchéz, anunciou nesta quarta-feira que seu país iniciou relações diplomáticas com a China no dia 1º de junho, por isso rompeu laços com Taiwan. - É uma importante decisão cuja hora chegou, que foi seriamente estudada e que ajusta nossas relações diplomáticas à realidade contemporânea da Costa Rica. Hoje torno público que tomei a decisão de normalizar nossas relações diplomáticas com a República Popular da China -, disse Arias em entrevista coletiva. A Costa Rica era um dos mais importantes aliados diplomáticos de Taiwan, com quem mantinha relações diplomáticas há mais de 60 anos. - A Costa Rica pôs fim a quase seis décadas de distanciamento entre os dois países. Decidimos normalizar nossos vínculos com um país que já não podemos ignorar -, acrescentou o líder costarriquenho, acompanhado do chanceler Bruno Stagno, dos vice-presidentes, Laura Chinchila e Kevin Casas e do ministro da Presidência, Rodrigo Arias. Arias disse que Costa Rica e China assinaram o estabelecimento de relações diplomáticas em 1º de junho em Pequim, durante uma visita oficial do chanceler Stagno e do ministro da Fazenda, Guillermo Zúñiga, que foi realizada sob sigilo para os meios de comunicação. Segundo o líder costarriquenho, a decisão não obedece a ideologias ou geopolítica, mas se trata de um "ato de realismo elementar" e "um despertar para um contexto global" de reconhecer à China como uma das economias mais fortes e importantes do mundo. - Com esta decisão nos somamos aos 168 Estados-membros das Nações Unidas que reconheceram o princípio de uma só China e que reconheceram diplomaticamente à República Popular China -, acrescentou Arias. O presidente também destacou a "sólida relação" das últimas décadas com Taiwan. Por isso, agradeceu suas "solidariedade e cooperação" e expressou que "a Costa Rica quer continuar mantendo relações não oficiais". Arias manifestou seu desejo de continuar defendendo uma "solução pacífica da situação no estreito de Taiwan" e insistiu em que "ambas as partes possam estar de acordo com uma reunificação". Sobre o futuro das relações diplomáticas com a China, o líder costarriquenho espera que os vínculos comerciais se fortaleçam para que o país alcance "prosperidade e desenvolvimento", com um maior intercâmbio de bens e possíveis investimentos da nação asiática. O chanceler Stagno afirmou que realizou hoje uma reunião com o embaixador taiuanês na Costa Rica, Wu Tzu-Dan, a quem comunicou oficialmente sobre a decisão para que o país asiático inicie os preparativos para fechar a sede diplomática na capital San José. Stagno também antecipou que nos próximos meses ocorrerá o intercâmbio de embaixadores. É também possível que Arias viaje à China nos próximos meses, mas somente após outubro, mês em que será realizado um plebiscito sobre o Tratado de Livre-Comércio (TLC) com os Estados Unidos. O Governo costarriquenho se mostrou interessado em assinar um TLC com a China, fomentar o investimento de empresas daquele país e buscar mecanismos de cooperação tanto econômica como política. Sobre os projetos que seriam financiados por Taiwan, especialmente estradas e outras obras de infra-estrutura, Arias afirmou que buscará os recursos para realizá-las.
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