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Agência EFE TRÍPOLI - Forças de segurança libanesas abortaram hoje vários planos de extremistas preparados para promover atentados em vários pontos do país, num sinal de que a frágil tranqüilidade no Líbano pode ser quebrada a qualquer momento. Fontes militares informaram que as tropas libanesas encontraram uma bomba com dois quilos de explosivos camuflada e um temporizador junto ao hotel Rest House da cidade de Tiro, no sul do país. Este lugar é freqüentado por soldados da Força Internacional das Nações Unidas para o Líbano (Finul) mobilizados no sul e por jornalistas. No leste do país, o Exército interceptou um caminhão carregado de armamento em um posto de controle e deteve o motorista quando tentava fugir para Duriss, perto da cidade de Baalbeck. Na região de Akkar, no norte do país, o Exército encontrou um cativeiro contendo várias armas, embora as fontes não tenham dado mais detalhes. Em nenhum dos três casos o Exército confirmou a quem pertenciam os explosivos e o armamento, embora trabalhe com a hipótese de que se trata de células islâmicas espalhadas pelo país. As forças de segurança estão em estado de alerta diante de uma possível onda de atentados em reação ao destacamento que o Exército mantém desde 20 de maio no campo de refugiados de Nahr al-Bared, no norte do país, para derrotar a milícia extremista sunita do Fatah al-Islam. Até o momento, houve quatro atentados desde o início dos combates em Nahr al-Bared. O último deles, na noite de segunda-feira em Beirute, deixou 19 feridos, segundo fontes policiais. Apesar de tudo, nesta quarta-feira uma força composta por grupos palestinos, incluindo um radical, se posicionou no campo de refugiados de Ein el-Hilweh - o maior do país, próximo à cidade de Sidon - para evitar que a violência do Nahr al-Bared chegue ao acampamento. No domingo, a milícia islâmica de Jund al-Sham atacou um posto militar, desencadeando confrontos que mataram dois soldados e dois extremistas. No entanto, as conversas entre as facções palestinas levaram à criação da força de interposição, formada por 40 milicianos de quatro grupos diferentes, e postada na entrada norte do acampamento. Até agora, os membros do grupo Fatah, dirigido pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, mantinham o controle no campo, como fazem, na prática, sobre os 12 acampamentos de refugiados do Líbano. A grande novidade é que entre as facções que formaram a nova força de interposição estão os radicais islâmicos do Asbat al-Ansar, ex-aliados do Jund al-Sham. Enquanto isso, continuaram os combates em Nahr al-Bared entre o Exército - que não consegue derrotar o Fatah al-Islam, apesar de continuar avançando - e um número cada vez menor de milicianos. Na terça-feira, seis deles se entregaram ao Fatah e não estão descartadas mais rendições nas próximas horas, segundo fontes militares. A artilharia voltou a castigar as posições dos radicais, após dois dias de lutas equilibradas dentro das ruas do acampamento. As organizações humanitárias voltaram a alertar sobre a situação desesperada dos civis dentro do campo, que estão a cada dia em situação mais precária.
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