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BRASÍLIA, 17 de maio de 2007 - A arrecadação de abril bateu novo recorde histórico. Conforme números apresentados pela nova Receita Federal do Brasil, fruto da fusão da Receita Federal e Receita Previdenciária, o mês passado terminou com R$ 37,071 bilhões em impostos e contribuições nos cofres públicos. Descontada a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o valor é 12,64% maior que o registrado em igual período do ano passado. Na primeira divulgação unificada dos números do Fisco, a tendência de aumento da arrecadação prevaleceu. O principal destaque continua com a forte elevação do arrecadado com o Imposto sobre Importação, que cresceu 26,86% e atingiu R$ 898 milhões em abril. Essa forte expansão, segundo a Receita, é explicada pela entrada cada vez mais forte de produtos importados incentivada pelas cotações baixas do dólar. Na arrecadação do Imposto de Renda, a evolução foi levemente superior à média. No mês, o valor cresceu 13,58% e atingiu R$ 15,144 bilhões. O aumento foi liderado pelas empresas, que tiveram expansão de 15,02%, enquanto o obtido com pessoas físicas cresceu 14,31%. Nas entidades financeiras, o aumento foi de 14,29%. Nos impostos que medem a atividade econômica, o desempenho foi muito próximo à média da arrecadação. No Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o crescimento real foi de 12,78%, para R$ 2,602 bilhões. Como no mês anterior, destaque para o IPI relacionado aos produtos importados que teve expansão de 30,05%. Nos automóveis, a expansão ficou em 10,41% e nas bebidas, apenas 1,98%. Nos demais itens, o imposto do cheque, a CPMF, teve expansão de 11,5%, para R$ 3,063 bilhões, a Contribuição Sobre o Lucro Liquido (CSLL) aumentou 12,9%, para R$ 3,239 bilhões, e a Cide Combustíveis caiu 8,01%, para R$ 669 milhões. (Fernando Nakagawa - InvestNews) |