|
Agência EFE LA PAZ - O Governo da Bolívia e executivos da Petrobras começaram nesta quarta-feira uma reunião decisiva sobre a venda ao Estado boliviano de duas refinarias nacionalizadas em 2006, pelas quais, segundo fontes do setor, a estatal exige pagamento de US$ 112 milhões. O Ministério de Hidrocarbonetos da Bolívia confirmou que a reunião teve início com a participação de delegações lideradas pelo titular da pasta, Carlos Villegas, e pelo presidente da filial boliviana da Petrobras, José Fernando de Freitas. Na comitiva da Petrobras também estão os executivos Abel Freire, Elaine Carbonelli e Gilmar Alanis. O prazo concedido pela Petrobras para fechar um acordo sobre o preço com a Bolívia termina nesta quarta. Caso não haja acordo, a empresa brasileira recorrerá à Justiça para conduzir a situação das refinarias nacionalizadas em 1º de maio de 2006. Na última carta enviada pela Petrobras ao Governo boliviano, a empresa fixou um preço de US$ 112 milhões pelas duas refinarias, uma em Cochabamba (Centro) e outra em Santa Cruz (Leste). - A Petrobras propôs este valor para que o acordo seja viabilizado, apesar de ter comprado as refinarias por US$ 104 milhões (em 1999) e, nestes sete anos, ter investido cerca de US$ 20 milhões - afirmou a fonte. O pagamento exigido pela estatal está longe dos 'cerca de US$ 200 milhões' mencionados na semana passada pelo vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, e dos US$ 140 milhões citados por autoridades brasileiras. Segundo Linera, na semana passada a oferta boliviana estava cotada em cerca de US$ 60 milhões, que são o preço patrimonial fixado nos livros da companhia.
|