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Portal Terra BRASÍLIA - A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontaram no inquérito da Operação Furacão de que há "fortes indícios" sobre o envolvimento do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina na quadrilha que negociava sentenças judiciais para favorecer bicheiros e bingueiros, segundo a Folha de S.Paulo. O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, vê indícios de que o ministro recebeu propina. A Procuradoria-Geral o relaciona à organização criminosa no pedido feito ao Supremo Tribunal Federal (STF) e diz que Medina "atendeu ao pleito" dela em sua decisão, mas não pediu a detenção do ministro. para executar as prisões da operação. Em documento gerado pela Diretoria de Inteligência, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, escreveu que "a prova colhida revela elementos indiciários no sentido de que o ministro Paulo Medina, valendo-se da intermediação do seu irmão Virgílio Medina, teria recebido vantagem indevida para conceder a esdrúxula liminar na reclamação nº 2211, beneficiando a organização criminosa com a liberação das máquinas caça-níqueis". De acordo com a PF, Medina estaria no centro do esquema. Em um organograma feito pela PF intitulado "Organização Criminosa, Eventos-Modo de Agir", o nome do ministro Paulo Medina é o primeiro de uma cadeia com mais de 20 pessoas. Para os dois órgãos, Medina pode ter negociado - por intermédio de seu irmão Virgílio Medina - uma liminar concedida no ano passado para liberar 900 máquinas caça-níqueis apreendidas em Niterói por R$ 1 milhão.
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