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Agência JB SÃO PAULO - A Polícia Federal desencadeou na manhã desta terça-feira a Operação Kolibra para desmontar uma rede internacional de tráfico de entorpecentes. Cerca de 350 policiais cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Bahia e Rio de Janeiro. Em São Paulo, 10 pessoas foram presas e em Mato Grosso do Sul, cinco. No total são mais de 80 mandados, entre buscas e prisões temporárias e preventivas. As investigações começaram depois de informações de inteligência enviadas pela Polícia da Alemanha que demonstravam a existência de libaneses radicados no Brasil operando um esquema de tráfico internacional de drogas. A quadrilha adquiria a cocaína em países vizinhos ao Brasil e a transportava para Estados Unidos, Europa (Portugal, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Suíça) e África. Eram usados contêineres levados para o exterior em navios cargueiros. Outra parte da cocaína era transportada por 'mulas' - cidadãos aliciados para transportar a droga junto ao corpo e nas suas bagagens. Durante a investigação que durou dois anos a Polícia Federal, em trabalho de cooperação policial internacional com as Polícias da Espanha, de Portugal da Bélgica, prendeu 54 pessoas que tinham ligação com a quadrilha e apreendeu cerca de 3,4 toneladas de cocaína. A maior apreensão aconteceu em julho de 2005, quando descobriram 2,5 toneladas de cocaína em um pesqueiro nas Ilhas Canárias. Sete pessoas foram presas. A estimativa é que o grupo criminoso tenha movimentado mais de 1 milhão de euros e U$S 800 mil. Dessa quantia, quase 400 mil euros e U$S 600 mil foram apreendidos. Ao longo dos quase três anos de ações foram presas 54 pessoas. Só para investigar a quadrilha já foram instaurados 20 diferentes inquéritos. A Operação Kolibra, que significa 'Conexão Líbano-Brasil' serviu para a PF identificar todo o funcionamento da quadrilha, sua hierarquia e os bens adquiridos pelo grupo - que serão apreendidos, destinados à PF ou posteriormente leiloados. Nesta apuração, um dos desafios dos investigadores foi monitorar pessoas de várias nacionalidades que se comunicavam em diversas línguas como árabe, italiano, espanhol, inglês e sérvio. Outra dificuldade foi compartilhar inteligência com forças policiais em diversos países de outros continentes. Os presos durante a operação responderão pelos crimes de tráfico internacional de drogas e associação para o narcotráfico, além de lavagem de dinheiro.
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