|
|
Um ano depois, orações frente ao mar para recordar a tsunami
BANDA ACEH, INDONÉSIA - Após uma longa viagem, alguns acenderão uma vela onde um ente querido desapareceu, outros se contentarão com uma oração em frente ao mar: na segunda-feira, a tragédia da tsunami será recordada em torno de todo o Oceano Índico. Com 220.000 mortos e milhões de vítimas diretas ou indiretas, o maremoto de 26 de dezembro de 2004 foi uma das piores catástrofes registradas no mundo em décadas. Na área mais atingida, a província indonésia de Aceh, a mais próxima do epicentro do terremoto submarino, o chefe do Estado, Susilo Bambang Yudhoyono presidirá uma cerimônia que começará às 8h16 (1h16 GMT), a hora exata em que a primeira onda devastadora chegou à terra. Representantes de mais de 88 países se reunirão durante a noite na principal mesquita da cidade, que não foi destruída pela tsunami enquanto que tantas casas ao redor dela eram devastadas. Yudhoyono também assistirá ao teste de sirenes que integram um sistema de alerta de tsunamis que está sendo instalado. Na capital indonésia, Jacarta, será organizada uma procissão com orações em memória das vitímas. Na Indonésia, o país mais atingido, a tragédia deixou 168.000 mortos ou desaparecidos. No Sri Lanka, onde 31.000 pessoas morreram, as principais cerimônias serão acompanhadas pelo chefe do Estado Mahinda Rajapakse em Telwatte, onde um trem havia sido levado pelas ondas gigantescas. Esse acidente ferroviário - o pior da história do país - havia provocado a morte de mais de 1.000 pessoas. Na Tailândia, o país onde o drama teve mais destaque internacional por causa da presença de muitos turistas estrangeiros, muitas cerimônias estão previstas. Um total de 2.436 estrangeiros oriundos de 37 países foram registrados entre os 5.400 mortos. Cerca de 1.200 estrangeiros, parentes de vítimas ou sobreviventes, estão sendo esperados na Tailândia, que pagou hospedagem e passagem de avião. Cinco mil tailandeses se somarão às preces. Cerimônias religiosas serão realizadas simultaneamente em sete lugares, entre eles os balneários de Phuket e de Phi Phi. Um minuto de silêncio será observado às 10H10 locais, hora em que a primeira onda tocou a terra. Na tarde de segunda-feira, o primeiro-ministro tailandês, Thaksin Shinawatra, colocará a primeira pedra de um memorial da tsunami na província de Phang Nga, onde 80% dos mortos foram registrados. Durante a noite, um serviço religioso ecumênico reunirá budistas, sikhs, muçulmanos, cristãos e hinduístas. Tilly Smith, uma menina britânica que salvou centenas de vidas ao anunciar a chegada da tsunami e Patiwat Komkla, um menino tailandês que perdeu o pai, vão ler poemas. Um segundo minuto de silêncio será observado, com os participantes levando uma vela acesa em forma de flor de lótus. A cerimônia será encerrada com um desfile de cinco mil lampiões. AFP Internacional
|